Irã rejeita proposta de cessar-fogo dos EUA, diz The New York Times

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O governo do Irã recusou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos e levada a Teerã pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times, com base em autoridades iranianas e iraquianas. Segundo a publicação, o principal motivo da rejeição é que o plano não resolveria a disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o transporte mundial de petróleo.

A negativa ocorre após quase duas semanas de confrontos entre os dois países. Enquanto o Irã mantém ataques contra embarcações na região e alvos americanos no Oriente Médio, os Estados Unidos seguem realizando bombardeios contra bases militares e estruturas iranianas. A Casa Branca não comentou oficialmente o caso.

Antes da visita de Al-Zaidi, o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que o líder iraquiano poderia transmitir mensagens do presidente Donald Trump, mas reforçou que Teerã não busca uma nova mediação com Washington. Segundo o ministro, o principal entrave continua sendo a postura dos Estados Unidos, classificada por ele como “irracional, excessiva e hegemônica”. Trump, por sua vez, declarou que o Irã “não está pronto” para um acordo e acusou o governo iraniano de manter “intenções malignas”.

Na noite de quinta-feira (23), o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) informou o início da 13ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, afirmando que as operações têm como objetivo reduzir as ameaças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica à navegação comercial. Horas depois, a imprensa estatal iraniana informou que ao menos quatro pessoas morreram em decorrência dos bombardeios.

Também nesta sexta-feira (24), o ministro Abbas Araghchi criticou a decisão anunciada por Donald Trump de utilizar ativos iranianos apreendidos para indenizar danos causados a navios. Em publicação na rede X, o chanceler afirmou que a medida cria um precedente perigoso e advertiu que a normalização do confisco de bens de outros países pode comprometer a segurança patrimonial de qualquer nação.

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