A Ponte Preta recebeu uma proposta de R$ 1 bilhão para transformar o futebol do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O documento detalha como os recursos seriam distribuídos entre investimentos na estrutura, futebol, pagamento de dívidas e administração da futura empresa, embora as negociações ainda não tenham sido concluídas.
Do montante previsto, R$ 400 milhões seriam destinados à modernização do Estádio Moisés Lucarelli e do Centro de Treinamento. O projeto inclui a construção de uma arena multiuso com capacidade para aproximadamente 21 mil torcedores, preparada para receber também shows e eventos corporativos.
Outros R$ 300 milhões seriam investidos no futebol profissional e nas categorias de base ao longo de dez anos, com aportes anuais de R$ 30 milhões. A proposta ainda reserva mais R$ 300 milhões para o pagamento das dívidas da associação.
Apesar da negociação envolver o principal patrimônio do clube, o Moisés Lucarelli permaneceria pertencendo à Ponte Preta. O estádio, assim como o Centro de Treinamento do Jardim Eulina e a unidade Paineiras, ficaria fora da operação societária.
Pelo modelo apresentado, no entanto, o estádio seria cedido à SAF por meio de um contrato de comodato com duração inicial de 30 anos e possibilidade de renovação automática por mais três décadas.
Durante esse período, a empresa assumiria a exploração comercial do local, incluindo receitas provenientes de partidas, camarotes, publicidade, bares e eventos. A divisão proposta prevê que 85% dessas receitas fiquem com a SAF, enquanto os 15% restantes seriam destinados à associação, percentual que ainda é discutido pelas partes.
A minuta também determina que a futura controladora ficará responsável pela administração do futebol profissional e das categorias de base.
O Conselho de Administração teria cinco integrantes, sendo quatro indicados pelo investidor e um pela associação. O modelo ainda prevê que membros da atual diretoria não integrem a estrutura executiva da empresa.
Outro ponto previsto é um aporte inicial de R$ 10 milhões ao clube. A liberação dos recursos dependerá do cumprimento das exigências jurídicas e financeiras estabelecidas no contrato.
Mesmo sem participar da gestão da SAF, a associação permaneceria responsável por acompanhar e fiscalizar o cumprimento das obrigações assumidas pelo investidor.
A proposta ainda será analisada pelo Conselho Deliberativo da Ponte Preta. Caso avance nessa etapa, o projeto seguirá para votação dos associados, que decidirão sobre a implementação da SAF no clube.


