O governo do Líbano informou nesta quarta-feira (11) que a guerra entre Israel e o Hezbollah já deixou pelo menos 634 mortos após dez dias de confrontos no país. O balanço também indica que mais de 800 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde o início da escalada do conflito.
De acordo com o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, entre as vítimas estão 91 crianças. Ele afirmou ainda que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas, evidenciando o impacto crescente da guerra sobre a população civil.
Dados divulgados pelo Ministério de Assuntos Sociais mostram que cerca de 816 mil deslocados já registraram seus nomes em plataformas do governo. Desse total, aproximadamente 126 mil pessoas estão abrigadas em centros coletivos organizados pelas autoridades.
A escalada também gerou críticas internas. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, responsabilizou o Hezbollah pelo início da atual crise ao afirmar que o grupo apoiado pelo Irã desencadeou o conflito ao lançar foguetes contra Israel na semana passada.
Em comunicado divulgado após conversas com autoridades europeias, Aoun declarou que o país está preso entre uma ofensiva israelense que, segundo ele, desrespeita as leis da guerra e a atuação de um grupo armado que opera fora do controle do Estado e ignora os interesses da população libanesa.




