Candeias: Peça teatral fala de modernidade e amor

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Inspirado nas obras “Modernidade líquida” e “Amor líquido” do sociólogo Zygmunt Bauman, a obra “Caos” conta a história de Seth, um jovem artista, muito habilidoso, que vive os conflitos, devaneios e contradições em meio à sociedade contemporânea, marcada por relações líquidas. Seth procura fazer da arte um refúgio para essa liquefação das relações sociais e da fragilidade dos laços humanos, cada vez mais fluído e veloz, tanto no mundo real quanto no cibernético. O espetáculo conta com cenário interativo virtual, acrobacias aéreas, performance e dança. O texto solo foi adaptado por Cássio Vinicius, Mestre em Arte, Educação e Gestão Cultural e tem a assinatura de concepção cênica pelo ator, diretor e artista visual Caio Casan em parceria com a Artista plástica Cláudia Castro.

Ficha

Local: Sala de Espetáculos Cia Hoop, Rua Desembargador Teixeira de Freitas, em frente ao Colégio Luiz Viana, rua do posto médico, na Pitanga, Salão Nobre de Espetáculos (sala 03).

Duração: 40 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

Preço: R$ 5,00

Data: De 15 e 29/07

Apoio: Sindquímica

Parceiros: Filó de Luxo

Photo: Vinicius Lisboa

Zygmunt Bauman, que nasceu em Poznań, na Polônia, em 19 de novembro de 1925. e morreu em Leeds, na Inglaterra, em 9 de janeiro de 2017, foi um sociólogo polonês, professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.

Nascido em uma família de judeus poloneses não praticantes, ele e os familiares transferiram-se para a União Soviética após a invasão e anexação da Polônia (1939) por forças alemãs e soviéticas (então aliadas nos termos do Tratado Germano-Soviético).

De acordo com Bauman, nos tempos atuais, as relações entre os indivíduos nas sociedades tendem a ser menos frequentes e menos duradouras. Uma das frases poderia ser traduzida, na língua portuguesa, por “as relações escorrem pelo vão dos dedos”. Segundo o conceito de “relações líquidas”, formulado, por exemplo, em Amor Líquido, as relações amorosas deixam de ter aspecto de união e passam a ser mero acúmulo de experiências, e a insegurança seria parte estrutural da constituição do sujeito pós-moderno, conforme escreve em Medo Líquido. Bauman é frequentemente descrito como um pessimista, na sua crítica à pós-modernidade. De fato, enquanto os cientistas, poetas e artistas da mainstream empenham-se na exaltação das virtudes do capitalismo, ele se insere na contracorrente, procurando expor a face desumana do capital.

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