O chefe do executivo dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na sexta-feira (27) uma “aquisição amigável” de Cuba. O presidente republicano tem voltado sua atenção para o país desde que as forças americanas prenderam Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em operação realizada em janeiro.
“Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma aquisição amigável de Cuba”, disse. A declaração vai de encontro à fala do chefe do executivo do país, Miguel Díaz-Canel que afirmou que a ilha caribenha se defenderá de “qualquer agressão terrorista”. O pronunciamento do mandatário do governo cubano foi feito após um incidente na costa do país envolvendo uma lancha registrada no estado americano da Flórida que deixou um saldo de quatro mortos e seis feridos.
“Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu Díaz-Canel no X (antigo Twitter). Ainda na rede social, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou: “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais.”
O incidente ocorre em um momento de tensão entre os países, após os EUA cortarem o fornecimento de petróleo e várias fontes de renda externa que sustentam a economia e o governo de Cuba, o que levou o país a uma escassez de combustíveis.










