Conhecida pela forte ligação com diferentes manifestações religiosas, Salvador aparece em um cenário que contraria o imaginário popular. Dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que 18,5% da população da capital baiana se declara sem religião, o maior índice entre todas as capitais do país.
Em números absolutos, são 398.068 soteropolitanos que afirmam não ter uma crença definida. O dado chama atenção diante da fama da cidade, marcada pela diversidade de templos e tradições religiosas.
De acordo com a Arquidiocese de São Salvador, a capital possui 589 igrejas católicas. Já a Federação Nacional de Culto Afro-brasileiro (Fenacab) estima a existência de cerca de 2.800 terreiros de candomblé, umbanda e outras religiões de matriz africana, o que reforça o título simbólico de “Roma Negra”, expressão criada na década de 1930 por Mãe Aninha.
Mesmo com essa forte presença histórica, o percentual de adeptos das religiões afro-brasileiras na cidade também não é dos mais elevados. Segundo o IBGE, apenas 2,8% da população de Salvador se declara seguidora de candomblé ou umbanda, o que coloca o município na 70ª posição no ranking nacional.
Entre as capitais, Salvador ocupa o terceiro lugar nesse recorte, atrás de Porto Alegre (6,4%) e Rio de Janeiro (3,6%). Já em números absolutos, a cidade aparece melhor posicionada, com 59.925 adeptos, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.






