São F. do Conde: “O investimento é alto e não sobra nada para a prefeitura”, diz secretária sobre o Arraiá do Chico

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A secretária do Desenvolvimento Econômico de São Francisco do Conde, Ana Cristina, explicou, em entrevista ao programa Baiana Livre desta segunda-feira (8) os motivos que levaram a suspensão do Arraiá do Chico 2017. Segundo a secretária, por conta da crise econômica que afeta o país, como também atinge o município, a prefeitura precisa economizar para pagar as despesas da cidade.

“Nós sentamos com o prefeito, onde foi tomada uma decisão junto com o colegiado municipal, e todos os secretários. O investimento é alto e não valia a pena. Quando apontamos os números, não sobra nada para a prefeitura. Nós estamos pensando em trabalhar com um formato menor e mais tradicional, com o objetivo de redução de custos e que também potencializasse os negócios locais. Contudo, administração Evandro Almeida também se preocupou, como por exemplo, com a manutenção do enquadramento do plano de cargos e salários dos servidores municipais, que vai ocorrer em novembro deste ano”, relata.

Desemprego

A secretária ainda destacou os esforços para combater o desemprego no município. Ela afirmou que a pasta vem conseguindo driblar a crise e superar o desemprego no município, através de parcerias com empresas. “Nós conversamos com alguns secretários da região buscando soluções coletivas esse problema do desemprego nas cidades. Estamos buscando atrair investimentos através do Consórcio Sociedade Organizada (Somar), como também na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), onde estamos fiscalizando a equidade da contratação da mão de obra nos municípios da região. Estamos conversamos com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e sindicatos locais para buscar uma maior transparência nas contratações”, afirma.

Isenção fiscal

Durante a entrevista, a secretária negou que as isenções fiscais para empresas sejam responsáveis pela queda de arrecadação no município. “Se a empresa nos der uma contrapartida com investimentos, contratando a mão de obra local, lógico que não teremos impactos de arrecadação. Esse é o cuidado que temos, é que a mão de obra seja absorvida, onde o resultado social tenha um impacto positivo”, finaliza.

 

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