O cenário de insegurança para quem atua na linha de frente do combate ao crime na Bahia atingiu níveis críticos neste início de ano. De acordo com um levantamento do Instituto Fogo Cruzado, o número de agentes de segurança baleados em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) cresceu 85% entre 1º de janeiro e 18 de março de 2026.
Ao todo, foram registrados 13 casos no período, quase o dobro das sete ocorrências contabilizadas no mesmo intervalo de 2025. O balanço de 2026 é trágico: dos 13 profissionais atingidos, quatro morreram e nove ficaram feridos.
O caso mais recente ocorreu na segunda-feira (23), quando uma major da Polícia Militar foi baleada por uma soldado em pleno Centro Administrativo da Bahia (CAB), sede do governo e de diversos comandos da PM.
Recorde negativo em fevereiro
A letalidade e o risco acentuado têm se concentrado no exercício da profissão. Das 13 vítimas, nove foram baleadas enquanto estavam em serviço, todas pertencentes a unidades especializadas da Polícia Militar, como as Rondesps Central e Atlântico e o Batalhão Gêmeos.
Um dos episódios mais emblemáticos desse período foi a morte do cabo Glauber Rosa, atingido na cabeça durante um confronto no Vale das Pedrinhas, no dia 3 de fevereiro.
Fevereiro, inclusive, consolidou-se como o mês mais violento do ano para a categoria, concentrando seis das dez vítimas registradas até aquele momento, um patamar de periculosidade que não era visto desde agosto de 2024.






