Papa afirma que “Dividir bens não é comunismo, é cristianismo puro”

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Durante a missa do ‘Domingo da Misericórdia’ hoje, 11/4, o Papa Francisco pediu para os fiéis não viverem “uma meia-crença” e ajudarem o próximo, porque a partilha dos bens “não é comunismo, é cristianismo na sua forma mais pura“.

O Pontífice alertou que em uma fé “estéril” não existe compartilhamento nem atenção ao sofrimento dos outros.

“Se o amor acaba em nós mesmos, a fé evapora-se num intimismo estéril. Sem os outros, torna-se desencarnada. Sem as obras de misericórdia, morre“, declarou, na homilia da celebração na igreja do Espírito Santo, em Sassia, junto à Praça São Pedro.

A declaração recordou a passagem dos Atos dos Apóstolos que fala sobre a vida da primeira comunidade cristã, após a ressurreição de Jesus, indicando que “ninguém chamava seu ao que lhe pertencia“, mas tudo era “comum” e “não havia ninguém necessitado“.

Segundo Jorge Bergoglio, os discípulos tornaram-se misericordiosos e compartilhar os bens parecia uma “consequência natural”. “Não é comunismo, mas Cristianismo no seu estado puro“, ressaltou.

O líder da Igreja Católica convidou os católicos a superar a indiferença perante os outros, para que não vivam uma fé “pela metade, que recebe mas não dá, que acolhe o dom mas não se faz dom“.

“Hoje é o dia de nos perguntarmos: ‘Eu, que tantas vezes recebi a paz de Deus, o seu perdão, a sua misericórdia, sou misericordioso com os outros? Eu, que tantas vezes me alimentei do seu Corpo, faço alguma coisa para matar a fome a quem é pobre?’”.

Por fim, o Papa defendeu que os católicos devem ser “testemunhas de misericórdia“, a partir da experiência de receber a misericórdia de Deus, para quem cada pessoa é “insubstituível“.

“Deus acredita em nós mais do que nós acreditamos em nós mesmos“, afirmou. “Para Deus, ninguém é falho, ninguém é inútil, ninguém é excluído“.

O argentino ainda recordou a experiência dos discípulos de Jesus, que recuperaram a paz após o encontro com Cristo ressuscitado, passando “do remorso à missão“. Com este exemplo, ele disse que todos devem “abrir o coração para se deixar perdoar” e recomendou a Confissão, como sacramento da “ressurreição, misericórdia pura“.

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