Scheila Carvalho usou as redes sociais nesta sexta-feira (27) para rebater críticas após revelar que a mãe, Eunice Ladeira, de 84 anos, perdeu o carrinho de churros durante as fortes chuvas em Juiz de Fora (MG). A ex-dançarina foi questionada por internautas que consideraram um “absurdo” a idosa continuar trabalhando.
Segundo Scheila, a intenção inicial era apenas falar sobre os impactos das enchentes em sua cidade natal e tranquilizar o público sobre a família. “Quis compartilhar a realidade das enchentes lá na minha cidade natal, tranquilizar as pessoas sobre minha família, pedir ajuda, esse era o foco. Acabei falando que a barraca de churros da minha mãe ficou submersa pelas águas e, sinceramente, eu fiquei surpresa com alguns comentários”, relatou.
A artista disse que se espantou com os julgamentos. “As pessoas começaram a questionar o fato de minha mãe ainda trabalhar, dizendo que isso é um absurdo, porque eu sou rica, sou milionária, mas talvez o que esteja faltando hoje seja entender que trabalho nem sempre é sobre necessidade”, afirmou.
“Ela ama o que faz”
Scheila explicou que a mãe continua trabalhando por escolha. “É sobre propósito, autonomia, alegria de viver. Minha mãe trabalha com churros até hoje porque ama o que faz. É onde ela conversa, se distrai, se sente útil, independente, viva”, declarou.
A dançarina contou ainda que já tentou convencer Eunice a parar. “Quantas vezes já falei para ela: ‘Mãe, você não precisa disso’. Já chamei para vir morar comigo várias vezes, para ela vir passar uns dias aqui em casa”, disse.
Segundo ela, a mãe prefere continuar em Minas Gerais. “Ela é enraizada, ama estar lá. Nem viajar de férias ela aceita, porque tem medo de avião, tem medo de navio. Nunca viaja com a gente de férias. Por isso que vocês veem mais a minha sogra viajar sempre com a gente”, explicou.
Ao finalizar o desabafo, Scheila criticou a falta de empatia diante da situação. “Como é que diante de tanta tragédia que atinge tanta gente, ainda existe julgamento mais do que empatia? O mundo anda mesmo doente, quando as pessoas preferem atacar do que compreender. A verdade é que, no meio de tanta água, o que a gente mais precisa é resgatar a humanidade”, concluiu.



