A declaração foi feita durante uma reunião com secretários em Camp David, após Trump ser questionado por jornalistas sobre o tema. Segundo ele, não houve qualquer conversa com Infantino sobre o projeto.
O esclarecimento ocorre poucos dias depois de a Fifa anunciar a criação de uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões para administrar seus principais ativos comerciais, incluindo a Copa do Mundo e os Mundiais de Clubes masculino e feminino. A entidade estuda vender até 20% da nova empresa para investidores privados.
De acordo com a Fifa, o principal grupo interessado é liderado por uma gestora fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump. Apesar da ligação familiar, o presidente americano afirmou que não participou das discussões.
A proposta, no entanto, provocou reação dentro da entidade. Nesta sexta-feira, Carlos Cordeiro, principal assessor da presidência da Fifa e ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, pediu demissão em protesto.
Em comunicado, Cordeiro afirmou que a venda representa “um mau negócio para o futebol” e coloca em risco um dos ativos mais valiosos do esporte. Segundo ele, a Fifa não precisa recorrer à operação, já que possui bilhões de dólares em caixa, não tem dívidas e arrecadou cerca de US$ 15 bilhões nos últimos quatro anos.
Outro integrante da cúpula da Fifa, o diretor de operações Kevin Lamour, também criticou o projeto. Em declaração à Associated Press, ele afirmou que os funcionários da entidade foram “enganados” pela falta de transparência na condução da proposta e classificou a iniciativa como “o projeto de uma única pessoa”, em referência a Infantino.
Apesar das críticas, Lamour informou que permanecerá no cargo. Infantino, que preside a Fifa desde 2016, deve disputar a reeleição no próximo ano. A entidade estabeleceu o dia 18 de novembro como prazo para o registro das candidaturas.


