O Governo Federal formalizou uma nova ofensiva integrada para conter a expansão de facções criminosas, do narcotráfico e dos crimes ambientais na Região Norte. Por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi instituído o programa Território Seguro, Amazônia Soberana, que prevê o aporte de R$ 209 milhões para desestruturar financeiramente e territorialmente as organizações que operam na Amazônia Legal e em suas rotas logísticas adjacentes.
Assinado pelo ministro Wellington César Lima e Silva, o plano vincula-se ao macroprograma Brasil Contra o Crime Organizado e atua em complementaridade ao programa Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS).
A engenharia orçamentária do projeto direcionou a maior fatia de recursos, correspondente a R$ 85,9 milhões, para ações sociais de prevenção, garantia de direitos e assistência social a fim de blindar populações vulneráveis e reduzir as taxas de recrutamento de jovens pelas quadrilhas.
Para as operações táticas de campo e retomada de áreas sob o domínio de milícias e frentes ligadas à grilagem ou ao garimpo ilegal, foram reservados R$ 69,1 milhões.
O restante do montante orçado foi dividido entre o fomento a projetos de reinserção social, fortalecimento do cooperativismo regional e incentivo à sociobioeconomia, que somam R$ 47 milhōes, e o aparelhamento tecnológico das forças de segurança, que contará com R$ 7 milhões para o desenvolvimento e a modernização de ferramentas de inteligência analítica.







