O Bahia passou sufoco no final, mas é o primeiro finalista do Campeonato Baiano de 2026. Na tarde nublada deste sábado (28), o Esquadrão de Aço venceu a Juazeirense por 4 a 2, na Arena Fonte Nova, pelo jogo único da semifinal. O placar foi construído com os gols de Willian José e Erick Pulga, no primeiro tempo, enquanto que Kike Olivera e Sanabria fecharam a conta dos donos da casa, e os visitantes descontaram com Bino e Vitinho na etapa final.
A final do estadual em jogo único será o próximo compromisso do Tricolor. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda vai definir a data e horário, mas reservou os dias 7 e 8 de março para realizar a decisão. O adversário sairá do confronto entre Vitória e Jacuipense, neste domingo (1º), às 17h, no Barradão. Dono da melhor campanha da competição, o time do técnico Rogério Ceni terá a vantagem de jogar a partida única novamente na Fonte Nova. Vale lembrar que o vencedor levanta a taça, enquanto que o empate, após os 90 minutos, leva a disputa para os pênaltis.
Primeiro tempo
O jogo começou equilibrado e a Juazeirense também se lançava ao ataque assim como o Bahia impunha seu estilo de toque de bola. Aos sete minutos, o Tricolor fez boa jogada pela esquerda na tabela de Pulga com Willian José que cruzou à meia altura e Leandro colocou para fora. Três minutos depois, o time da capital pressionou na finalização de Ramos Mingo que desviou. O Tricolor seguiu na pressão, Everton Ribeiro levantou na área e Román Gómez cabeceou com perigo e Pedro Campanelli fez grande defesa para impedir que o placar fosse aberto. Aos 16, o Cancão de Fogo quase encaixou o contra-ataque com Bravo que disparou com a bola, enquanto Anderson Pato acompanhou, mas Caio Alexandre cortou o passe para o atleta da equipe de Juazeiro. Porém, a arbitragem invalidou o lance apontando impedimento dos visitantes. Dois minutos depois, Ronaldo fez a defesa na finalização de Anderson Pato. Os jogadores do Esquadrão de Aço reclamaram de um possível toque de mão de Leandro ao cortar o cruzamento e na sequência originou o contra-ataque completado por Pato. Após rever o lance no VAR, o árbitro Bruno Pereira Vasconcelos assinalou a penalidade máxima.
Esquadrão de Aço sai na frente com Willian José
O Bahia abriu o placar com Willian José aos 23 minutos. O centroavante cobrou o pênalti e bateu no meio do gol para balançar as redes. Bahia 1×0 Juazeirense
Pulga marca o segundo do Tricolor
O Bahia ampliou a vantagem com Erick Pulga aos 33 minutos. Na troca de passes, o camisa 16 recebeu bom passe de Ademir, saiu de cara para o gol e tocou na saída de Pedro Campanelli para estufar as redes. Bahia 1×0 Juazeirense
Segundo tempo
Em vantagem no placar, o Bahia voltou dos vestiários com a mesma formação da etapa inicial. Enquanto que a Juazeirense tirou Bravo para a entrada de Adriano Pardal. Aos três minutos, o Tricolor chegou com perigo e Willian José desviou o cruzamento, mas a bola subiu, Everton Ribeiro pegou o rebote ao bater de primeira, mas foi com a perna esquerda e ela saiu. O Esquadrão de Aço teve um pênalti marcado aos quatro minutos sofrido por Ademir no passe de Caio Alexandre. Willian José colocou a bola na marca da cal, preparou para bater, mas a equipe do VAR invalidou a marcação da penalidade máxima ao apontar impedimento do atacante do Tricolor na jogada. Aos sete, o jogo voltou a parar por conta de Caio Alexandre que sentiu uma lesão e foi substituído por Acevedo. Ceni aproveitou para sacar Ademir e promover a entrada de Kike Olivera.
Kike Olivera marca para o Tricolor
O Bahia chegou ao terceiro gol com Kike Olivera aos 16 minutos. De uruguaio para uruguaio, Acevedo acertou um passe perfeito da entrada da grande área para o atacante, que recebeu livre e chutou firme, a bola ainda bateu na trave ates de entrar e balançar as redes. Bahia 3×0 Juazeirense
O jogo foi paralisado aos 21 minutos após Anderson Pato cair sentindo muitas dores. Ele foi atendido e conseguiu voltar para a partida. Aos 25, o Tricolor quase marcou o quarto gol na cobrança de falta ensaiada que Juba soltou uma bomba rasteira e Pedro Campanelli conseguiu desviar com a ponta dos dedos e a bola bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.
Bino desconta para o Cancão de Fogo
A Juazeirense diminuiu o prejuízo com Bino aos 32 minutos. Bobeada do Bahia na saída de bola, Acevedo foi desarmado pelo camisa 21 que tabelou com Adriano Pardal, invadiu a área e finalizou para o desvio em Ramos Mingo matar Ronaldo e morrer no fundo das redes. Bahia 3×1 Juazeirense
O Cancão de Fogo teve boa chance na cabeçada de Zé Romário que parou nas mãos de Ronaldo aos 39 minutos. O Esquadrão de Aço respondeu dois minutos depois no desvio de cabeça de Erick que Willian José testou para fora.
Vitinho marca para o Cancão de Fogo
A Juazeirense colocou fogo no jogo aos 42 minutos ao marcar o segundo gol com Vitinho. O lateral dominou na intermediária e soltou uma bomba para estufar as redes. Bahia 3×2 Juazeirense
Sanabria faz o quarto do Tricolor
O Bahia matou o jogo com Sanabria aos 47 minutos. O argentino recebeu de Juba e soltou uma bomba no cantinho para fazer o quarto gol do Tricolor. Bahia 4×2 Juazeirense
FICHA TÉCNICA
Bahia 4×2 Juazeirense
Campeonato Baiano – Semifinal (jogo único)
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 28/02/2026 (sábado)
Horário: 17h
Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos (CBF)
Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (Fifa) e Elicarlos Franco de Oliveira (CBF)
VAR: Wagner Reway (Fifa-SC)
Público: 16.905 pessoas
Renda: R$ 398.244,00
Cartão amarelo: Kike Olivera (Bahia) / Zé Romário, Leandro, Luan, Vitinho (Juazeirense)
Gols: Willian José, Erick Pulga, Kike Olivera, Sanabria (Bahia) / Bino, Vitinho (Juazeirense)
Bahia: Ronaldo; Román Gómez, Gabriel Xavier, Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Acevedo), Jean Lucas (Erick) e Everton Ribeiro (Rodrigo Nestor); Ademir (Kike Olivera), Erick Pulga (Sanabria) e Willian José. Técnico: Rogério Ceni.
Juazeirense: Pedro Campanelli; Vitinho, Zé Romário, Eduardo Rosado e Leandro (Mandacaru); Elivélton (Bino), Douglas Nathan (Juninho Tardelli), Bruno Sena e Luan (Marlon); Anderson Pato e Bravo (Adriano Pardal). Técnico: Carlos Rabello.


