As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram neste domingo (30) dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, próxima ao Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos EUA, tropas iranianas se preparavam para lançar foguetes capazes de posicionar minas na estratégica rota marítima.
A ofensiva é a primeira ação militar direta dos Estados Unidos contra o Irã desde 29 de julho. Moradores relataram fortes explosões na região, segundo a agência iraniana Fars. O ataque ocorre após semanas de relativa trégua no conflito, que já dura seis meses.
De acordo com o governo norte-americano, a operação teve como objetivo impedir uma nova instalação de minas no Estreito de Ormuz. Na semana passada, forças dos EUA haviam concluído uma operação para remover minas das rotas internacionais da hidrovia.
O presidente Donald Trump já havia advertido o Irã sobre novas tentativas de bloquear a navegação. “Qualquer navio ou embarcação que colocar novas minas será imediata e sistematicamente destruído”, afirmou o presidente na terça-feira (25).
A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu retaliar o ataque e afirmou que houve baixas entre militares iranianos e civis. Em comunicado divulgado pela televisão estatal IRIB, um porta-voz classificou a ofensiva como um “erro estratégico e fatal” do governo Trump.
O ataque acontece enquanto Irã e Omã discutem uma proposta para retomar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. A nova ofensiva aumenta a tensão em torno das negociações e pode ampliar os riscos para a navegação internacional na região.










