O escritório USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) iniciou investigações contra cerca de 60 países para apurar possíveis práticas comerciais consideradas desleais relacionadas ao uso de trabalho forçado. Entre as nações citadas está o Brasil. A apuração ocorre com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e pode abrir caminho para novas tarifas ou outras medidas comerciais.
De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a investigação busca verificar se governos estrangeiros adotam ações suficientes para impedir a entrada em seus mercados de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Segundo ele, a falta de controle sobre essas práticas cria uma vantagem competitiva artificial e prejudica trabalhadores e empresas norte-americanas.
Entre os principais parceiros comerciais incluídos no processo estão China, Índia, Japão, Coreia do Sul, México, além da União Europeia. O grupo de economias analisadas também inclui países da América Latina,
Caso as investigações concluam que práticas comerciais prejudicam o comércio americano, a legislação permite que Washington adote medidas unilaterais. Entre elas estão a aplicação de tarifas adicionais sobre importações, a suspensão de concessões em acordos comerciais ou a negociação de compromissos formais com os países envolvidos para eliminar as práticas questionadas.
A iniciativa ocorre após o governo do presidente Donald Trump já ter sinalizado outras apurações contra o Brasil ao anunciar um pacote de tarifas de 50% sobre determinados produtos. As novas investigações fazem parte da estratégia americana para pressionar parceiros comerciais e reforçar regras contra produtos associados ao trabalho forçado.





