PRF resgata 74 animais silvestres na Bahia

Date:

 

Na sexta-feira, 19/02, a Polícia Rodoviária Federal, na Bahia, desencadeou mais uma operação que teve como objetivo o combate ao tráfico de animais silvestres, coibindo a criação e a caça desses animais com ações pontuais nas cidades de Ribeira do Pombal e Paulo e Paulo Afonso, situadas na mesorregião do Nordeste Baiano.

O órgão é atuante no combate a atividades criminosas que degradam o meio ambiente. Destacam-se no contexto do estado baiano, as ações relacionadas ao tráfico de animais silvestres tanto pelo fato da Bahia apresentar uma grande diversidade da fauna brasileira como pelo fato do estado ser a principal rota entre a região Sudeste e os demais estados do Nordeste.

Durante as atividades que aconteceram em várias localidades, os policiais flagraram com os detidos grande quantidade de aves aprisionadas em gaiolas pequenas e em condições precárias de falta de higiene (cobertas com fezes e urina), sem água, com restrição de movimento, privação de luz e sem circulação de ar, ensejando condições evidentes de maus-tratos.

Ao todo foram resgatadas 74 aves silvestres das espécies conhecidas popularmente como cabeça vermelha, azulão, bigodinho, canário da terra, sabiá laranjeira, sofrè, sanhaço, periquito da caatinga, curió, tico-tico, coleirinha, baiano, caboclinho e canário belga.

Destaca-se também o resgate de aves que constam na lista de animais ameaçados de extinção e também são muito desejados pela beleza exuberante e têm alto valor no mercado, a exemplo do pássaro AZULÃO que tem como habitat a região da caatinga e tem sido alvo constante do tráfico, sendo capturados e levados para todo o país e até para o exterior por conta de sua beleza exuberante e seu canto diferenciado.

Os responsáveis pela criação e aprisionamento ilegal foram identificados e cada um, assinou o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e responderão na Justiça Criminal por suas condutas praticadas contra o meio ambiente. Foi promovida também ação de conscientização e educação ambiental.

As aves foram encaminhadas aos cuidados do CETAS onde foram triados, alimentados e tratados por equipes de veterinários, biólogos e demais profissionais capacitados. Alguns dos animais tinham condições de serem reinseridos na natureza e foram soltos em seus habitats ainda durante a operação.

Muitas vezes os animais precisam de maiores cuidados veterinários, pois são vítimas de maus tratos e apresentam lesões provenientes da captura ou estão bastante debilitados por conta da má alimentação no cativeiro. Além de tratar a saúde, os animais precisam muitas vezes reaprender algumas funções básicas como voar e buscar o alimento na natureza.

Fonte: Nucom / PRF/BA

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Share post:

Subscribe

spot_imgspot_img

Popular

More like this
Related

CBF detalha rodadas do Brasileirão e define próximos jogos do Bahia e Vitória

  A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou neste domingo...

Governo estima devolução de R$ 1,7 bilhão a apostadores de bets

  O governo federal estima em R$ 1,7 bilhão o...

Fenômeno no céu de Salvador chama atenção da população

  Moradores de Salvador se depararam com uma imagem incomum...

Próximo adversário do Vitória desembarca na Colômbia para amistoso

  Próxima adversária do Vitória no Campeonato Brasileiro, a Chapecoense...