A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta sexta-feira, 17/4, que a crise de confiabilidade no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida. Mas alguns ministros não têm crise financeira: Gilmar, Moraes, Nunes Marques, Toffoli, etc.
Ela participou, na manhã de hoje, de uma palestra a alunos de direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), no Rio de Janeiro.
“A crise de confiabilidade é séria, grave e precisa de ser reconhecida, e não apenas por nós, juízes e juízas. Queremos que os jovens queiram ser juízes. Não é porque é fácil, não é. É muito difícil. Tive mais momentos de alegria como advogada do que 20 anos como juíza”, afirmou. E por que somente agora quer sair?
A mesma que um dia disse: “Cala boca já morreu, mas aplicou censura na eleição de 2022 contra Bolsonaro” e que “o Brasil tem 212 milhões de tiraninhos” se referindo aos cidadãos que condenam aberrações jurídicas que agora ela reconhece, principalmente na farra de dinheiro que receberam os colegas da Corte.
Crise
Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, também reconheceu que a Corte vive uma crise institucional e disse que é preciso enfrentá-la.
Nesta semana, a tentativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de indiciar os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado ampliou a crise interna na Corte, que já estava abalada pelas investigações envolvendo o Banco Master.
Ela já pediu para deixar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e, nos bastidores, dizem que vai renunciar ao STF.
Fonte: Agência Brasil




