O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta terça-feira (5) que a circulação marítima e o fluxo de energia no Estreito de Ormuz estão sendo afetados por ações dos Estados Unidos e de seus aliados. Em publicação nas redes sociais, ele atribuiu a situação à quebra do cessar-fogo e à imposição de restrições na região.
Ghalibaf também criticou as operações militares norte-americanas na área e declarou que o cenário no estreito está passando por mudanças. Segundo ele, a atual configuração não deve se sustentar por muito tempo e indicou que o Irã ainda não iniciou todas as suas ações no contexto do conflito.
Os veículos de imprensa iranianos informaram, com base em fonte militar, que forças dos EUA teriam atingido duas embarcações civis que transportavam mercadorias com destino ao Irã, resultando na morte de cinco pessoas. A versão contrasta com a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse na segunda-feira (4) que sete embarcações iranianas foram derrubadas após disparos contra navios na região.
No mesmo dia, um incêndio atingiu diversas embarcações comerciais em um terminal portuário na cidade de Dayyer, no sul do Irã. Segundo a agência Mehr, equipes de emergência atuaram para conter as chamas, e a causa do incidente ainda não foi esclarecida.
Os episódios ocorrem após os Estados Unidos anunciarem o chamado “Projeto Liberdade”, uma operação voltada a garantir a passagem de navios mercantes pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa envolve destróieres com mísseis guiados, aeronaves, equipamentos não tripulados e cerca de 15 mil militares, conforme o Comando Central norte-americano.




