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Concurso dos Correios chega a 1,7 milhão de inscritos para 3,5 mil vagas

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O concurso público dos Correios registrou quase 1,7 milhão de inscritos para as 3.511 vagas oferecidas. Dentre esses, mais de 1,5 milhão concorrem a vagas de nível médio para o cargo de Agente de Correios, enquanto outros 111 mil buscam cargos de nível superior, como o de Analista de Correios.

As inscrições foram encerradas no dia 28 de outubro, e as provas estão marcadas para 15 de dezembro, abrangendo 306 localidades em todo o país, incluindo todas as unidades da federação.

No concurso anterior, realizado em 2011, aproximadamente 1,1 milhão de candidatos disputaram 9.190 vagas. Nos últimos anos, a abertura de novas vagas foi suspensa devido à intenção de privatização da empresa, que acabou não se concretizando.

Das 3.511 vagas disponíveis, 3.099 são destinadas a cargos de nível médio e 412 a cargos de nível superior, com uma reserva de 30% para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas, superando o percentual legal de 20%. Além disso, 10% das vagas são reservadas para pessoas com deficiência.

Para o cargo de Agente de Correios, o salário inicial é de R$ 2.429,26, acrescido de auxílio-alimentação de cerca de R$ 1.400,00, totalizando aproximadamente R$ 4 mil mensais. Já para os cargos de nível superior, o salário inicial é de R$ 6.872,48, com uma remuneração total próxima de R$ 8,5 mil, considerando o mesmo valor do auxílio.

As especialidades de nível superior incluem advogado, analista de sistemas, arquiteto, arquivista, assistente social e engenheiro. Os salários para engenheiros e arquitetos serão ajustados para atender ao piso legal das categorias, atualmente fixado em R$ 10.302,00.

Além da remuneração, os Correios oferecem adesão a planos de saúde e previdência complementar. As provas para o cargo de Agente de Correios serão objetivas, com 50 questões, enquanto os candidatos ao cargo de Analista de Correios terão provas objetivas e uma redação de até 30 linhas.

A rede dos Correios conta com 10 mil agências, mais de 8 mil unidades operacionais, 23 mil veículos e 85 mil funcionários.

Copa do Brasil: Flamengo faz 3 a 1 no Atlético-MG em 1º jogo da final

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O Flamengo levou a melhor sobre o Atlético-MG com vitória por 3 a 1 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil no Maracanã. Arrascaeta abriu o placar e Gabigol marcou duas vezes para o Flamengo. Alan Kardec diminuiu para os mineiros nos minutos finais. No próximo domingo (10), no jogo da volta da final em Belo Horizonte, o time carioca conquista o pentacampeonato mesmo se perder por 1 a 0. Já o Galo precisa ao menos vencer por dois gols de diferença para levar a decisão para a cobrança de pênaltis. O time mineiro luta pelo terceiro título do torneio.

O jogo mal começou, e o goleiro Rossi do Flamengo evitou que um chute certeiro Gustavo Scarpa, de fora da área, abrisse o placar para o Galo no Maracanã. Mas o ímpeto do time mineiro parou por aí. Aos 10 minutos, Gerson sai com a bola, lança Wesley, que avança sozinho pelo meio campo até rolar para Gabigol finalizar. O goleiro Everson espalmou, e no rebote, Arrascaeta mandou para o fundo do gol, abrindo o placar no Maracanã.

Mais bem posicionado em campo e aproveitando falha na defesa do Galo, o Rubro-Negro passou a controlar o jogo. Aos 28 minutos, Léo Pereira quase amplia ao chutar da intermediária, mas Everson atento espalmou para fora. Dez minutos depois, Gerson lançou a bola pela direita na intermediária, Plata desviou sutilmente de cabeça para Gabigo avançar sozinho e ampliar para os cariocas ao chutar na saída do goleiro Everson.

Após o intervalo, o Atlético-MG começou pressionando: aos 11 minutos quase diminuiu, depois de cruzamento de Hulk para Alonso que cabeceou para o chão, mas a bola passou rente a trave e não entrou. O jogo seguiu com pouca qualidade técnica de ambos os lados, até que aos 28 minutos: Zaracho perde a bola no meio de campo e o atacante rubro-negro Alcaraz aproveita o vacilo, para lançar Gabigol, que disparou um chute cruzado, ampliando para 3 a 0 a vantagem do Flamengo. Na sequência, aos 34 minutos, Zaracho se redime: lança a bola pra Alan Kardec dentro da área. O atacante do Galo, que acabara de deixar o banco de resera, ainda contou a falha do zagueiro Léo Ortiz, para finalizar, diminuindo a desvantagem no marcador. Motivado após o primeiro gol, o Atlético-MG sufocou o Flamengo nos minutos finais em cobrança de escanteios, mas sem êxito. O jogo terminou mesmo com triunfo de 3 a 1 para o Flamengo.

Hamilton emociona em Interlagos ao pilotar McLaren de Senna: ‘Maior honra’

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O piloto britânico Lewis Hamilton fez uma homenagem a Ayrton Senna na manhã deste domingo (3), no Autódromo de Interlagos, poucas horas antes da largada do GP de São Paulo. Nesta corrida, ele apareceu pilotando a McLaren com a qual o ídolo brasileiro conquistou seu segundo título na Fórmula 1, em 1990.

“Eu espero que Senna possa estar orgulhoso (neste momento). Esta é a maior honra da minha carreira. Eu não consigo acreditar que tive a chance de fazer isso. Fazer isso aqui na frente de todos esses fãs, que vieram aqui hoje tão cedo depois daquela forte chuva de ontem. É um dia muito especial. Sou muito grato por esta oportunidade”, afirmou Hamilton.

Vestindo um macacão branco, ele deu cinco voltas na pista de Interlagos e saudou o público nas arquibancadas.

A homenagem estava prevista para acontecer no sábado (2), contudo, as fortes chuvas que atingiram o estado fez com que o evento fosse adiado.

 

Tema da redação do Enem 2024 aborda valorização da herança africana

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O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 é: “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”. A informação foi divulgada neste domingo (3) pelo ministro da Educação, Camilo Santana, pela rede social X.

Além da prova de redação, os candidatos inscritos no Enem fazem na tarde de hoje as questões de linguagens e códigos e de ciências humanas. A prova começou às 13h30 e o horário de término está marcado para as 19h (horário de Brasília). A prova de redação exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas a partir da situação-problema proposta, dos textos motivadores e dos conhecimentos construídos ao longo de sua formação.

Ao elaborar a redação, os participantes devem ficar atentos às cinco competências que serão exigidas no texto:

1 – Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa

2 – Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa

3 – Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista

4 – Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos

Entre os critérios que conferem nota zero estão fuga ao tema, texto com até sete linhas, trecho deliberadamente desconectado do tema, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame.

Entenda o processo eleitoral dos Estados Unidos

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Apontados como “a maior democracia do mundo”, os Estados Unidos (EUA) não elegem seu presidente por meio do voto direto. E nem sempre o eleito é aquele que conquista a maioria dos votos. Algo difícil de ser entendido pelos brasileiros, que tiveram, como mote para a retomada da democracia, nos anos 80, o lema Diretas Já.

“Não são só eleições diretas que caracterizam uma democracia. A democracia tem outras instituições que a caracterizam, como, por exemplo, o Judiciário e os direitos do cidadão, como liberdade de expressão e direito ao voto, ainda que de forma indireta. Vejo como problema maior o fato de o sistema eleitoral dos EUA ser excludente e eivado de vícios, com um monte de problemas. Por exemplo, o fato de não haver, lá, um órgão centralizador do processo, como o nosso TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”, explicou à Agência Brasil o pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA (Ineu) Roberto Goulart Menezes.

Segundo o professor do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Caixeta Arraes, o processo que faz a escolha indireta para a presidência norte-americana “foi assim definido como forma de evitar candidaturas demagógicas ou populistas com propostas sedutoras, porém inviáveis, ou desagregadoras. Arraes disse à Agência Brasil que, na época, avaliava-se que os delegados teriam mais experiência ou amadurecimento político que o restante do eleitorado.

As diferenças entre os processos eleitorais de Brasil e Estados Unidos têm, como ponto de partida, as cartas magnas dos dois países. Com uma Constituição bem mais simplificada do que a brasileira, os EUA delegam boa parte de suas leis às normas locais, dando, aos estados, mais autonomia, prerrogativas, poderes e responsabilidades. Dessa forma, muitas tipificações criminais e penas são estabelecidas a partir de leis estaduais.

Doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, Goulart Menezes explicou que as eleições presidenciais são organizadas pelos governos estaduais, o que acaba resultando em algumas dificuldades que não ocorrem em países como o Brasil, onde o processo é centralizado.

De acordo com Menezes, há estados que trazem, para o processo eleitoral local, algumas de suas características históricas que podem ser consideradas questionáveis. “Na Geórgia, por exemplo, estado de maioria negra, uma lei local que tira o direito ao voto de pessoas com três ou mais condenações na Justiça. Com isso, muitos abusos cometidos por policiais acabam por retirar o direito a voto de negros [e latinos]”, ressaltou o pesquisador.

Como funciona

Como a votação é indireta, nenhum dos eleitores votará, nesta terça-feira (5), diretamente nos candidatos Kamala Harris, do Partido Democrata, ou em Donald Trump, do Partido Republicano. “Eles votarão em delegados de seus estados, e estes, sim, votarão nos candidatos à Presidência dos Estados Unidos”, acrescentou Menezes. O colégio eleitoral dos EUA é formado por 538 delegados. O número de delegados por estado é proporcional ao tamanho da população, o que define também seus representantes no Legislativo.

“O número de delegados é revisto periodicamente, a cada duas eleições. A Califórnia, por exemplo, tinha, em 2016, 55 delegados. Em 2024, terá 54”, disse Menezes, referindo-se ao estado com maior número de delegados. O segundo estado com mais delegados é o Texas (40), seguido da Flórida (30), Nova York (28 ) e de Illinois e Pensilvânia (19, cada um). Os com menor número são Dakota do Norte, Delaware, Dakota do Sul, Vermont, Wyoming, distrito de Columbia e Alasca (3 delegados, cada); Maine, Montana, Idaho, New Hampshire, Virgínia Ocidental, Rhode Island e Havaí (4 delegados, cada).

The winner takes it all

Todos os estados, menos Maine e Nebraska, usam o sistema de eleição de delegados conhecido como “the winner takes all”, no qual “o vencedor leva tudo”. No caso, todos os votos dos delegados do estado. Dessa forma, o sistema oferece possibilidades reais de que seja eleito o candidato menos votado, caso tenha vencido a disputa nos estados mais populosos – portanto, com maior número de delegados.

Isso, inclusive, já ocorreu em alguns pleitos, como o de 2016, quando o republicano Trump foi eleito tendo quase 3 milhões de votos a menos que a democrata Hillary Clinton. Situação similar ocorreu em 2000, favorecendo também o Partido Republicano, no embate que colocou, na Presidência dos EUA, George W. Bush – mesmo com seu adversário, o democrata Al Gore, tendo recebido quase 500 mil votos a mais. As duas situações foram possíveis porque, apesar de a maior parte dos votos ter ido para os democratas, quem obteve a maior parte de votos entre os 538 delegados foram os republicanos.

Estados Pêndulo

Se, por um lado, existem estados em que o resultado da disputa costuma ser mais previsível, com eleitores historicamente apoiadores de um ou outro partido, por outro, há estados em que, também historicamente, não há maioria absoluta nas intenções de votos. São os chamados swing states – em tradução livre, “estados pendulares”, onde qualquer partido pode sair vitorioso.

Com isso, esses estados acabam sendo alvo preferencial das campanhas eleitorais, com grandes chances de definir o resultado final do pleito. Sete estados são considerados pêndulos: Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin. Segundo Goulart Menezes, quando as eleições são muito apertadas, os candidatos costumam focar também nos dois únicos estados onde o sistema eleitoral não segue a linha do “the winner takes it all” – Maine e Nebraska. “Mesmo sendo pequenos e com pouco peso, é possível que o voto decisivo venha dali, principalmente em caso de eleições acirradas”, destacou Goulart Menezes.

A luta pela maioria dos votos não para aí. “Uma estratégia adotada para formar maioria em algumas localidades é definir o desenho dos distritos eleitorais, de forma a formar maioria para esta ou aquela tendência e, na contabilização final, favorecer um lado, contabilizando todos os votos dos delegados para o candidato da preferência do governador estadual”, detalhou o pesquisador.

“Isso é algo aterrador porque, em muitos casos, esse desenho não segue nenhuma lógica, e tem por trás muitos interesses. O desenho do distrito eleitoral é definido pelo governador a partir de informações sobre como vota uma determinada área. O objetivo é fazer uma distribuição que resulte em maioria para seu partido”, acrescentou.

Voto antecipado

Outra peculiaridade do sistema eleitoral norte-americano é que alguns estados permitem o voto antecipado, mecanismo adotado sob a justificativa de evitar longas filas e tumulto no dia das eleições.

Pelo processo antecipado, o eleitor pode mandar seu voto pelos Correios, até mesmo do exterior, ou depositá-lo em locais predeterminados. Quase 50 milhões de eleitores já votaram dessa forma para o próximo pleito.

Goulart Menezes disse que o procedimento do voto a distância tem sido usado pelo atual candidato do Partido Republicano para disseminar desinformação e notícias falsas (fake news). “Trump tem dito que o voto pelos Correios de lá possibilita voto duplo de alguns eleitores, novamente lançando dúvidas improcedentes sobre o processo eleitoral, criando mais uma possibilidade de insurgência, caso perca as eleições.”

Segundo o professor, isso não procede porque, para enviar o voto por via postal, o eleitor, antes, tem de se registrar na internet. Para cada cédula recebida, há um código correspondente, o que inviabiliza, ao eleitor, votar mais de uma vez. “Até mesmo essa situação de votos incendiados antes de serem contabilizados não gera problemas, porque, registrados, os eleitores que não tiveram seus votos chegando ao destino poderão fazê-lo posteriormente. Nenhum voto, portanto, é perdido”, esclareceu Menezes.

Prévias eleitorais

A definição sobre quem serão os candidatos nos partidos norte-americanos é feita por meio de uma programação complexa e demorada, denominada prévias eleitorais. Ao longo de vários meses – em geral, mais de sete meses –, dezenas de candidatos dos principais partidos, além dos independentes, disputam o voto popular. Como se trata de uma organização cara, que exige dos partidos o funcionamento de máquina operacional em todos os estados norte-americanos, só os democratas e os republicanos conseguem concluir o processo com possibilidades reais de chegar à Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos.

As prévias têm modelos diferentes em cada estado: em alguns, qualquer eleitor pode votar em qualquer eleição primária. Outros estados exigem que o eleitor mostre a filiação partidária para votar nas primárias da área em que está registrado. Além de escolhidos pelas prévias, os candidatos precisam, também, ter a candidatura oficializada em convenções partidárias. As convenções duram em média quatro dias e nunca ocorrem em Washington, capital norte-americana.

Resultados

A autonomia dos estados para definir suas leis eleitorais costuma gerar alguma imprevisibilidade com relação ao tempo em que o resultado do pleito presidencial é anunciado. Em 2000, devido a polêmicas na Flórida, o processo de contagem dos votos demorou mais de um mês. Já em 2008, devido à boa vantagem de Barack Obama em muitos estados, o democrata já era o presidente eleito no final do dia da votação.

Robson Conceição perde cinturão em revanche acirrada contra O’Shaquie Foster

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Em uma luta marcada pela intensidade e equilíbrio, Robson Conceição não conseguiu manter o cinturão dos super-penas do Conselho Mundial de Boxe (WBC). O brasileiro foi derrotado por decisão dividida dos juízes para O’Shaquie Foster, em revanche realizada no  sábado (2), em Verona, nos Estados Unidos.

A disputa foi um verdadeiro duelo, com ambos os pugilistas buscando a vitória a todo momento. O baiano começou mais ativo, controlando o ritmo da luta, mas Foster respondeu com golpes precisos e uma defesa sólida. Os rounds seguintes foram marcados por um intenso troca-troca, com os dois atletas buscando conectar golpes contundentes.

Nos rounds finais, Foster intensificou a pressão e conseguiu abalar Conceição com um cruzado no décimo round. O brasileiro, no entanto, mostrou grande resistência e conseguiu se recuperar. Apesar do esforço, os juízes deram a vitória ao americano por decisão dividida.

O confronto só foi decidido próximo do duelo encerrar. Ao final dos 12 rounds, Foster levou a vitória na decisão dividida dos juízes (115-113, 113-115 e 115-113), retomando o título.

Com essa derrota, Robson Conceição perde o cinturão que conquistou em julho deste ano, em uma disputa também muito equilibrada. O’Shaquie Foster, por sua vez, recupera o título e se consagra como o novo campeão dos super-penas.

Vitória quebra invencibilidade do Athletico-PR em Curitiba e se afasta da zona de rebaixamento

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O Vitória surpreendeu ao vencer o Athletico-PR por 2 a 1, em plena Ligga Arena, em Curitiba, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste sábado (02/11). O resultado marcou o fim de uma invencibilidade de 11 anos do Furacão como mandante contra o Leão, que não triunfava no estádio desde 2013.

A partida começou com o Athletico-PR em vantagem, mas o Vitória mostrou reação, garantindo a virada com gols de Alerrandro e Matheusinho. Com essa vitória, o Vitória subiu para a 12ª posição na tabela, permanecendo na zona de classificação para a Copa Sul-Americana e se distanciando da zona de rebaixamento com uma vantagem de quatro pontos.

O resultado fortalece a campanha do Leão nesta reta final de campeonato, consolidando o time baiano em uma posição mais segura e próxima de um objetivo internacional na temporada.

Acelen investe R$ 7 milhões em projetos socioambientais

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A Acelen tem como propósito estar onde a Bahia precisa e já investiu R$ 7 milhões em projetos socioambientais. As ações visam promover o desenvolvimento social das comunidades e a preservação ambiental. As prioridades foram definidas a partir de uma matriz de materialidade e um estudo situacional em conjunto com os Conselhos Comunitários Consultivos (CCCs), principais canais de diálogo com as lideranças comunitárias. Um exemplo dessas iniciativas são os mutirões Saúde da Pele, organizados pela empresa em parceria com a Faculdade Zarns Salvador e o Grupo CAM, com o objetivo de promover o autocuidado e a prevenção de doenças de pele entre pescadores, marisqueiras e seus familiares.

O primeiro mutirão Saúde da Pele foi realizado em setembro, com consultas dermatológicas, exames, procedimentos médicos e distribuição de filtro solar e repelente. A *meta é atender 450 pessoas de comunidades pesqueiras* do entorno da Refinaria de Mataripe, como São Francisco do Conde, Madre de Deus, Candeias e as ilha de Maré, dos Frades e Bom Jesus dos Passos. Outro mutirão de saúde beneficiou cerca de 800 mulheres com consultas e exames ginecológicos preventivos, ultrassonografias e mamografias.

Segundo o João Raful, vice-presidente de Recursos Humanos da Acelen, “a iniciativa dos mutirões surgiu a partir da escuta ativa realizada durante o mutirão ginecológico em 2023, com o apoio dos CCCs, que são compostos por 83 conselheiros, representando 56 comunidades no entorno da Refinaria de Mataripe. Esses conselhos, criados para garantir um diálogo constante, têm sido fundamentais para a definição das prioridades sociais. Este ano de 2024, pescadores e seus familiares foram escolhidos como o público-alvo das nossas ações de ESG”, declarou.

Desde 2022, a Acelen apoia as Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID) e renovou este ano o patrocínio de adoção ao Projeto Adote uma Turma, iniciativa que promove a educação e inclusão social de 940 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O projeto oferece suporte educacional, por meio de atividades complementares à escola regular, como oficinas, aulas de reforço escolar e atividades lúdicas, e atendimento médico, odontológico e psicossocial, assegurando o desenvolvimento integral desses jovens em aspectos cognitivos, sociais, emocionais e de saúde.

Os aportes para projetos dos programas Faz Cultura e Faz Atleta tiveram início em 2023, ano em que lançou o Portal Acelen Incentiva (https://www.acelen.com.br/incentiva). “A Acelen considera os aspectos ESG como valores-chave do negócio, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento sustentável, social e econômico do país. Temos mais de 3,5 milhões em projetos incentivados, como a FLICA, os projetos Recôncavo Instrumental e Fronteiras do Pensamento, que apoiamos pelo segundo ano consecutivo; e o documentário A Voz de Ruy, em homenagem ao centenário da morte de Ruy Barbosa”, informa Marcelo Lyra, vice-presidente de Comunicação, Relações Institucionais e ESG da Acelen.

No esporte, a parceria é com a nadadora baiana infanto-juvenil Luísa Sugimoto, 15 anos, que teve o patrocínio renovado através do Faz Atleta este ano. Luísa participou de uma seletiva com várias atletas do Brasil e foi convocada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para integrar a seleção Brasileira de Águas Aberta. Na Bahia somente Luísa e mais uma atleta foram convocadas. Neste ano de 2024, a atleta conquistou 25 medalhas e 5 troféus em diversas competições no Brasil em piscinas e mar aberto.

Ações de preservação ambiental

Os mutirões de limpezas de manguezais em São Franciso do Conde e da Praia de Madre de Deus em parceria com a Solos Economia Circular são exemplos do cuidado da Acelen com o meio ambiente. A empresa apoia o Projeto Recife das Piraúnas – Movimento Replantio e de Educação Ambiental, que promove educação socioambiental e sensibiliza alunos de escolas municipais de Caípe de Baixo e a comunidade sobre a importância da preservação e recuperação da vegetação desses ecossistemas.

Com a Pro-Mar e a Startup Carbono 14, a Acelen patrocina o Projeto Corais da Baía. O projeto tem como principal objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades pesqueiras de Ilha de Maré e Madre de Deus, através da restauração dos recifes de corais e do controle de espécies invasoras, como o coral sol (Tubastraea spp.), na Baía de Todos os Santos.

O Corais da Baía capacita 10 jovens das comunidades, oferecendo treinamento em empreendedorismo sustentável e transferência de tecnologia social inovadora. A técnica utilizada envolve a restauração de corais nativos a partir de substratos feitos do esqueleto calcário do coral sol, transformando um problema ambiental em uma solução regenerativa.

O cultivo inicial de 200 mudas de espécie de coral de fogo colonial com esqueleto calcário (Millepora alcicornis) marca o início da recuperação dos recifes de corais na região, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento local e econômico, beneficiando pescadores e marisqueiras.

Governo federal apresenta PEC da Segurança Pública aos estados

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em reunião com governadores nesta quinta-feira (31) no Palácio do Planalto, em Brasília, para apresentar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública.

“Eu queria que essa reunião fosse uma reunião em que os governadores não tivessem nenhuma preocupação de falar aquilo que entenderem que devam falar. É uma reunião em que não existe censura, não existe impedimento de cada um dizer aquilo que pensa, aquilo que ele acha que é verdade e, sobretudo, também fazer alguma proposta de solução para que a gente possa dar encaminhamento nesse assunto”, disse Lula no início do encontro.

De acordo com o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o texto da Constituição Federal de 1988 “precisa ser aprimorado” para “dar um cunho federativo” ao combate ao crime organizado. A proposta é alterar a redação dos artigos 21, 22, 23 e 24 – que tratam das competências da União, privativas ou em comum com os estados, municípios e Distrito Federal – e o artigo 144 “que estabelece em detalhes quais são os órgãos que integram o sistema de segurança pública brasileira”, descreveu o ministro.

Se aprovado no Congresso Nacional, o governo federal deverá atuar em conjunto com estados e municípios. Um conselho nacional formado pelos três entes federativos deverá estabelecer normas gerais para as forças de segurança. Poderá, por exemplo, definir normas administrativas para o sistema penitenciário e regulamentar o uso de câmeras corporais. O governo federal garante que a PEC não retira competências e nem fere autonomia dos demais entes federativos.

Tripé da PEC –  A proposta do governo tem como tripé aumentar as atribuições da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018 (Lei 13.675) e também levar para a Constituição Federal as normas do Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária, unificando os atuais Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário.

De acordo com o texto da PEC apresentado aos governadores, a PRF passa a se chamar Polícia Ostensiva Federal, destinada ao patrulhamento de rodovias, ferrovias e hidrovias federais. Autorizada, a nova policia também poderá proteger bens, serviços e instalações federais; e ”prestar auxílio, emergencial e temporário, às forças de segurança estaduais ou distritais, quando requerido por seus governadores.”

No caso da Polícia Federal, ela passará a ser destinada a “apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União, inclusive em matas, florestas, áreas de preservação, ou unidades de conservação, ou ainda de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, como as cometidas por organizações criminosas e milícias privadas.” Lewandowski pondera as mudanças na PF e atual PRF atualizam o que já ocorre “na prática”

A PEC assinala que o Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária não poderá ser contingenciado e terá o objetivo de “garantir recursos para apoiar projetos, atividades e ações em conformidade com a política nacional de segurança pública e defesa social.”

Menos de 30 % das cidades têm órgãos e serviços de combate à violência contra mulher

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Após 18 anos de vigência da Lei Maria da Penha (lei nº 11.340, de 7/08/2006), e apesar de o combate à violência doméstica contra a mulher seguir no centro das discussões, em 2023 a estrutura dos municípios brasileiros para lidar com essa questão ainda era pequena. Na Bahia, menos de 30% das cidades tem órgãos e serviços para o enfrentamento da violência contar mulher.

Embora tenham melhorado frente a 2018, quando o tema havia sido investigado pela primeira vez, os índices da Bahia continuavam piores do que os nacionais. Em 2023, só 1 em cada 4 municípios baianos (25,2% ou 105 dos 417) tinha algum organismo executivo de políticas para mulheres. Além de ser menor do que o nacional, o percentual era o 10º mais baixo entre os 26 estados.

No Brasil como um todo, 31,3% dos municípios (1.743 dos 5.570) tinham algum órgão dedicado a políticas para mulheres. Amapá (com 100% dos seus 16 municípios dispondo de organismo para lidar com o tema), Pernambuco (98,9%) e Acre (90,9%) tinham os maiores percentuais. Roraima (nenhum dos 15 município com órgão desse tipo), Santa Catarina (11,5%) e Minas Gerais (14,9%) tinham os menores.

Frente a 2018, na Bahia, o número de municípios com algum organismo dedicado a políticas para mulheres cresceu 54,4%. Naquele ano, 68 prefeituras (16,3% do total) tinham órgão com essa finalidade, no estado.

No Brasil, no mesmo período, o avanço foi de 57,2% ou mais 634 municípios com órgão voltado a políticas para mulheres. Quase todos os estados, exceto Roraima, que manteve a situação de 2018, registraram aumentos desse número, e o crescimento de 54,4% não foi suficiente para fazer Bahia se movimentar no ranking nacional.

O número de municípios baianos que ofereciam serviços especializados para mulheres era um pouco maior do que o dos que tinham organismo para cuidar de políticas para elas: 119, que representavam 28,5% dos 417 existentes no estado.

A proporção da Bahia também ficava aquém da verificada no Brasil como um todo, onde 30,5% dos municípios (1.700 em números absolutos) informaram a oferta de serviços especializados para mulheres, e era a 10ª menor entre os 26 estados.

Mais uma vez o Amapá liderava, com 15 dos 16 municípios (93,8%) ofertando serviços especializados para mulheres, seguido por Rio de Janeiro (71,7%) e Mato Grosso do Sul (59,5%). No outro extremo, estavam Piauí (17,0%), Tocantins (18,0%) e Paraíba (19,7% dos municípios com serviços especializados para mulheres).

Cenário – Frente a 2018, na Bahia, o número de prefeituras com serviços especializados para mulheres aumentou 32,2%. Cinco anos atrás, 90 cidades baianas ofereciam esse tipo de serviço, o que representava 21,6% do total. Apesar do avanço, o estado caiu no ranking nacional: tinha o 13º percentual em 2018 e passou a ter o 17º em 2023.

Em 2023, as casas-abrigo, voltadas ao atendimento de mulheres em situação de violência, estavam presentes em apenas 14 dos 417 municípios baianos, ou 3,4%. O percentual era o 9º menor entre os estados e ficava abaixo do nacional.

No Brasil como um todo, 5,9% dos municípios (326) tinham casas-abrigo. Amapá (37,5%), Rondônia (11,5%) e Mato Grosso do Sul (11,4%) tinham as maiores proporções; e Roraima (0,0%), Tocantins (1,4%) e Alagoas (2,0%), os menores. Em 2018, apenas 3 municípios tinham casas-abrigo na Bahia. No Brasil eram 134. Em 2023, 94,7% dos municípios baianos realizavam ações direcionadas à primeira infância, 4º maior percentual entre os estados

Investigada pela primeira vez na MUNIC de 2023, a primeira infância, período entre o nascimento e os seis anos de idade, é uma fase essencial ao desenvolvimento humano, que tem influência significativa no futuro das pessoas. Por isso é crucial garantir os direitos e o cuidado adequado para as crianças dessa faixa etária. E as prefeituras municipais desempenham um papel central nisso.