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Blindados da PF são enviados à Bahia para reforçar combate ao crime organizado

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Três viaturas blindadas da Polícia Federal foram enviadas à Bahia nesta segunda-feira (18), para reforçar o combate ao crime organizado. Os veículos foram embarcados em um navio da Marinha, no porto do Rio de Janeiro, e devem chegar entre quarta (20) e quinta-feira (21) à capital baiana.

De acordo com a Polícia Federal, os blindados serão utilizados por equipes do Comando de Operações Táticas (COT) e do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). O envio dos veículos, que são utilizados por outras superintendências regionais, estava na programação da instituição.

“As viaturas estavam definidas para reforçar o nosso trabalho. Não se trata de uma medida nova. Outros estados têm os seus blindados e, agora, a Bahia está sendo contemplada”, explicou o Superintendente Regional da PF na Bahia, Flávio Albergaria.

Com o reforço, a PF baiana passará a atuar com cinco veículos blindados nas operações da força-tarefa de segurança no combate ao crime organizado.
A força de segurança que reúne PF e polícias Civil e Militar está atuando com 400 homens.

Terminal de eletrocarga é inaugurado em Salvador para ônibus

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Foi inaugurado nesta segunda-feira (18), em Salvador, o terminal de eletrocarga para uso exclusivo de ônibus do modal. A obra, feita com recursos do município, teve um investimento de aproximadamente R$ 4 milhões.

A inauguração contou com a presença do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que destacou o pioneirismo de Salvador com a obra, considerada essencial para mudar a matriz energética dos ônibus no país, e lembrou que o investimento não é apenas para o presente do transporte público, mas para o futuro.

A localização do terminal, ao lado de uma das estações mais estratégicas do BRT, visa permitir que os ônibus elétricos, que compõem atualmente o modal da capital baiana, sejam recarregados mais facilmente, sem que precisem se deslocar até as garagens, que ficam distantes das linhas.

Além disso, a Prefeitura já está realizando os estudos para construir um segundo terminal de eletrocarga, desta vez na região da Estação da Lapa.

A nova estrutura conta com 10 estações, podendo atender dois ônibus cada e possuindo capacidade para carregar até 20 ônibus simultaneamente. Os pontos podem concluir o abastecimento completo de um veículo em até duas horas e poderão contar com recargas pela manhã e pela tarde, durante picos de movimento, além de realizarem o carregamento no período do noite.

Salvador já tem a terceira maior frota do país de ônibus elétricos, atrás apenas de São José dos Campos e São Paulo. O planejamento da Prefeitura é que essa frota cresça e chegue a 30% da frota total prevista para o BRT, o que daria em torno de 50 ônibus.

Governo Lula vai usar BNDES para financiar mísseis, tanques, munição e navios de guerra

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma nova forma de financiar a indústria bélica do País: um Fundo para o setor de Defesa gerido pelo BNDES. E quer financiar exportações da área, usando como garantias dos empréstimos os contratos que as empresas fecharem para a venda de armas. A medida ajudaria estatais, como a Emgepron e a Imbel, a obter recursos fora do orçamento federal, o que deixaria os gastos com a compra de insumos, por exemplo, fora dos limites do arcabouço fiscal.

À coluna, o Exército e a Marinha bem como empresas da Base Industrial da Defesa confirmaram o plano para o fundo. Ele deve envolver os Ministérios da Defesa, Indústria e Comércio e Fazenda. Já o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, confirmou por meio de sua assessoria, o plano de incluir a indústria bélica no plano de financiamento de exportações (eximbank), conforme defendido por seu presidente, Aloísio Mercadante, já em sua posse.

O novo fundo seria ainda uma forma de resolver o desejo da Defesa de obter parcela maior do orçamento. Em 2022, receberam o equivalente a 1,05% do PIB. Mas pretendem alcançar 2%. No sábado, dia 16, em artigo publicado pelo Estadão, o general Fernando José Sant’Ana Soares e Silva, chefe do Estado-Maior do Exército, tratou dos desafios do mundo multipolar. Defendeu para o Brasil a neutralidade em relação aos blocos de poder. E afirmou: “Para alcançar essa neutralidade, o País precisa, antes, ter condições de mantê-la. Caso contrário, seria uma neutralidade enviesada, que coincidiria com os interesses de outras potências.”

É notável aqui como Soares se aproxima da política defendida pelo Itamaraty. Depois de tantos conflitos entre os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, como no caso da venda de blindados Guarani para a Ucrânia e de armas para o Peru, o financiamento da indústria de Defesa parece unir militares e parte dos próceres do governo Lula. Uma parte da base petista, porém, vai torcer o nariz para o governo. Não são poucos os que acusam as Forças de “voracidade” por recursos, enquanto outras áreas vivem à míngua.

Ou ainda, que as Forças Armadas deveriam primeiro modernizar suas estruturas, inclusive comprometendo menos recursos com pessoal, antes de ampliar o orçamento. A ideia do fundo e do financiamento das exportações chegou ao general Soares, por meio do economista Nelson Barbosa, diretor de planejamento e estruturação de projetos do BNDES. O setor da defesa responde hoje por 4,8% do PIB do País.

“Estamos em contato com o BNDES e estamos tentando viabilizar o Fundo de Defesa. Já conversei com o secretário-executivo do Ministério da Defesa (Luiz Henrique Pochyly da Costa). Estamos tentando fazer com que o fundo (cujo modelo seria o Fundo Amazônia) seja uma alavanca para algumas empresas da área, de modo a garantir nossa soberania na produção de equipamentos de Defesa”, disse o general à coluna.

Soares afirmou ainda ser muito importante que o País tenha condições de produzir os equipamentos e a munição usada por suas Forças. De acordo com ele, no caso da Imbel – empresa estatal vinculada ao Exército – e da Emgepron (estatal da Marinha) os recursos seriam emprestados pelo BNDES e seriam pagos com o “juros do banco” de uma maneira que as empresas poderiam captar os recursos do novo Fundo de Defesa e vender para as Forças ou para exportar.

É aqui que surge a principal aposta do Fundo: as exportações. “A partir daí (da exportação), o lucro auferido pagaria o empréstimo do BNDES, que seria usado para a compra de insumos e capitalizar as empresas”, afirmou o general. Há falta no mercado mundial de diversos produtos, que foram tragados pela guerra da Ucrânia. O conflito europeu esvaziou estoques e obrigou os países a buscarem novos fornecedores.

A Rússia usou 12 milhões de granadas de artilharia e de morteiros pesados em 2022 – produz 2,5 milhões por ano. Os EUA têm capacidade para fazer 400 mil e vão querem chegar a 1 milhão, parte comprometida com a Ucrânia, assim como a produção da alemã Rheinmetall AG, para os carros de combate Leopard 1 e os blindados antiaéreos Gepard 1A2 – só a unidade de Düsseldorf da empresa vai entregar 40 mil cartuchos de 35 mm à defesa ucraniana até dezembro. É este o maior gargalos enfrentados pelo Exército brasileiro, pois a Imbel precisa de recursos orçamentários para comprar insumos e fazer as granadas de artilharia.

Marinha e empresas se reúnem com o BNDES
A Marinha também negocia com o BNDES. No último dia 5, quatro almirantes, entre eles os diretores de Gestão de Programas (Celso Koga) e de Sistemas de Armas (Marcelo Menezes Cardoso), estiveram no banco. A Força dispõe do Fundo da Marinha Mercante (FMM) que, desde 2022, em razão da Lei 14.301, pode financiar a construção e os reparos em estaleiros brasileiros de “embarcações auxiliares, hidrográficas e oceanográficas, bem como de embarcações a serem empregadas na proteção do tráfego marítimo”.

Ou seja, navios de guerra. Esse seria o caso da principal aposta da Marinha para vendas no exterior: o navio-patrulha de 500 toneladas, que tem custo estimado em cerca de R$ 120 milhões. O novo fundo, segundo a Marinha, obedeceria modelo semelhante ao FMM. Ela confirmou que os recursos do BNDES seriam “aplicados em apoio financeiro reembolsável, mediante concessão de empréstimo às empresas públicas não dependentes vinculadas ao Ministério da Defesa, de até 100% do valor do projeto aprovado”.

A vantagem é que hoje tanto Emgepron quanto Imbel precisam contar com recursos orçamentários das Forças para a compra de insumos. E estes recursos são limitados pelo arcabouço fiscal. Em nota, a Emgepron afirmou que o BNDES permitiria obter recursos “a fim de se alavancar para execução de seus programas e projetos”. “Esse novo fundo será mais uma opção a ser avaliada no momento de captação”.

Os planos de exportação dos mísseis Mansup e MSS
Os recursos do BNDES ajudariam ainda a financiar o desenvolvimento do armamento embarcado da Marinha, como a do míssil antinavio Mansup, produzido pela SIATT, empresa que herdou o contrato da Odebrecht Defesa. O Mansup e o míssil anticarro MSS 1.2 AC, também produzido pela empresa, são duas das vedetes da indústria bélica nacional.

“O Fundo pode financiar nossas exportações de armas e usar os recebíveis como garantia. Entregaríamos parte da receita para honrar o contrato. Se isso for implementado, será uma mudança de paradigma. Hoje, quando fazemos uma venda, temos de pôr como garantia quase todo o patrimônio da empresa”, afirmou Carlos Alberto de Paiva Carvalho, diretor de competitividade da SIATT.

Aqui há, no entanto, o risco de um velho problema ligado às administrações petistas: usar o BNDES para financiar vendas ao exterior por critérios políticos, deixando de lado os problemas econômicos de países como Cuba, Venezuela, Argentina e outros para honrar seus compromissos com as empresas brasileiras. Desta vez, alertam os envolvidos, os clientes em potencial estariam fora desse arco ideológico.

Tanto o Mansup quanto o MSS despertam o interesse de países do Oriente Médio, do Sudeste Asiático e da África. Recentemente, a Marinha e o Grupo Edge, dos Emirados Árabes Unidos, assinaram um acordo para acelerar o desenvolvimento do míssil que pode ser disparado de embarcações ou a partir de baterias costeiras. Cada unidade do Mansup – já foram feitos cinco lançamentos a partir de fragatas brasileiras – deve custar entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões.

Compatível com o sistema de lançamento do míssil francês Exocet, que é líder do mercado, o Mansup faz do Brasil o sétimo país do mundo a dominar essa tecnologia – Coreia do Sul, EUA, França, China, Ucrânia e Rússia. Todos os seus sistemas sensíveis foram desenvolvidos no Brasil, o que garante autonomia ao País na venda do produto, sem precisar de autorização de outros países antes de consumar vendas no exterior.

No caso do MSS, a SIATT prevê concluir seus testes com mais 30 lançamentos neste ano, no campo de provas do Exército, no Rio. Ele deve encontrar um mercado aquecido em razão da guerra da Ucrânia, que está consumindo os estoques mundiais. “Hoje há uma fila de espera de até cinco anos para a compra desse produto, sendo que os países estão fugindo do maior fabricante, o do míssil russo Kornet”, disse Carvalho. A expectativa da SIATT é vender centenas de MSS ao exército brasileiros e outros tanto no exterior.

“Temos esperança de que as empresas de defesa, as estatais e as não estatais, tenham condição de produzir equipamento de defesa para o Brasil”, disse o general Soares. Para vencer as resistências aos gastos com a Defesa, ele e as empresas esperam demonstrar que o crescimento do setor pode ser acompanhado pelo desenvolvimento científico e tecnológico, além da criação de empregos. Sem esquecer que deve passar pela adoção práticas de boa governança e de reformas que garantam a eficiência da política pública.

Em Paz e Guerra Entre as Nações, Raymond Aron indagava se a busca por novas armas era causa de conflito político ou, ao contrário, era o conflito político entre os blocos e países que motivava a corrida por armamentos. Esse desejo de segurança e força simboliza o que Aron chamou de “dialética da hostilidade em tempos de paz”. Ele pode agravar a insegurança entre os estados rivais, mas, ao mesmo tempo, não há como se deixar envolver pela grande ilusão do adeus às armas.

O mundo poderá encontrar um novo equilíbrio? Estaríamos submetidos a uma estratégia evolutivamente estável? O pensador francês advertia que, para se chegar a isso, não se devia contar só com os diplomatas. A ação devia respeitar uma obrigação: “Agir com o firme propósito de fazer com que a ausência de guerra se prolongue até o momento em que a paz seja possível – supondo que esse dia chegará.”

Bahia recebe o Santos na Fonte Nova com ânimo renovado

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O Bahia encara o Santos na noite desta segunda-feira (18), às 20h (de Brasília), na Arena Fonte Nova, em jogo válido pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor entra em campo com apoio massivo da torcida e de ânimo renovado após bater o Coritiba, por 4 a 2, no Couto Pereira (PR), na estreia do técnico Rogério Ceni.

O Esquadrão ocupa agora a 15ª posição na tabela, enquanto o Peixe é o 17º colocado, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, com apenas 21 pontos. Com 25 pontos somados —quatro de vantagem diante do Peixe.

O Santos, por sua vez, vem de goleada sofrida por 3 a 0 contra o Cruzeiro, na Vila Belmiro, derrota que custou a demissão do treinador Diego Aguirre. Com a saída do treinador, o treinador interino Marcelo Fernandes assumirá o comando técnico do time.

O Bahia deve ter a seguinte escalação: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Camilo Cándido; Yago Felipe, Thaciano e Léo Cittadini; Ademir, Rafael Ratão e Vinícius Mingotti. Treinador: Rogério Ceni.

O Santos pode ir a campo com: João Paulo; Joaquim, João Basso e Dodô; Lucas Braga, Rincón, Jean Lucas, Lucas Lima e Kevyson; Soteldo e Marcos Leonardo. Treinador: Marcelo Fernandes.

Com Dino favorito ao Supremo, PT cogita Messias no Ministério da Justiça

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Com Flávio Dino favorito para a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF), aliados do presidente Lula vivem uma “guerra” nos bastidores pela vaga de titular no Ministério da Justiça e Segurança Pública. A informação é do blog de Andréia Sadi, do portal g1.

O MJ é uma das pastas mais importantes do governo e, sob seu guarda-chuva está, por exemplo, a Polícia Federal. Caso Lula confirme Dino no STF, nomes como Augusto de Arruda Botelho (secretário de Justiça), Marco Aurélio Carvalho (advogado) e Jorge Messias (AGU) despontam como cotados para assumir o MJ – mas não sem disputa, de acordo com a colunista.

O favorito do PT, hoje, seria Messias – que, inclusive, é o nome favorito do partido para o STF. Botelho é do PSB. Logo, a argumentação seria a de que sua escolha representaria uma continuidade da gestão Flavio Dino.

E Carvalho é um dos nomes mais próximos do presidente Lula como conselheiro jurídico. Ele coordena o grupo prerrogativas. A expectativa do entorno de Lula é a de que ele defina o futuro da vaga de Rosa Weber junto com a escolha do novo PGR, quando voltar de viagem dos EUA.

Homem com RG falso iria fazer teste em clube de futebol, mas é deito pela PRF

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Policiais rodoviários federais realizavam fiscalização de combate ao crime na noite de domingo, 17/9, em frente da Unidade Operacional da PRF de Vitória da Conquista, no Km 830 da BR 116, na Região do Sudoeste baiano, e abordaram um ônibus de transporte de passageiros.

Ao subirem no veículo, os PRFs solicitaram os documentos dos ocupantes para consulta detalhada nos sistemas informatizados da polícia e constatou que um dos passageiros entregou um RG com sinais de falsificação.

Depois de alguns minutos de conversa, o homem confessou que a identidade era falsa. Ele disse também que orientado por um ‘olheiro’, pagou R$ 3 mil para confeccionar RG, CPF, certidão de nascimento e histórico escolar com nome e dados falsos.

Relatou também que usou desse artifício na tentativa de fazer um teste em clube de futebol da cidade de Ribeirão Preto (SP) e assim poder ter a chance de ingressar na carreira de jogador.

Diante dos fatos, o homem de 24 anos que reside em Simões Filho foi preso em flagrante e foi encaminhado com todo o material apreendido para a Delegacia de Polícia Judiciária, para formalização dos procedimentos cabíveis.

Fazer uso de qualquer papel falsificado ou alterado é crime previsto no art. 304 do Código Penal e tem como pena de 2 a 6 anos de reclusão, e multa.

Fonte: Nucom / PRF/BA

Sobe para 9 número de suspeitos mortos pela polícia após assassinato de agente da PF

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Subiu para 9 o número de suspeitos de participar do confronto que resultou na morte do policial federal Lucas Caribé Monteiro de Almeida, de 42 anos. O agente foi alvejado durante uma megaoperação na sexta-feira (15), no bairro de Valéria, em Salvador. Quatro homens apontados como integrantes da mesma organização criminosa acabaram mortos no mesmo dia.

Uma policial federal e um inspetor da Polícia Civil ficaram feridos na mesma ação. Desde então, outros seis suspeitos de reagir à presença das forças de segurança foram mortos em bairros como Palestina e Periperi, subúrbio ferroviário da capital. Um traficante que possuía mandado de prisão por homicídio foi preso.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), nas últimas 72h, ações integradas contra a facção que agiu em Valéria localizaram três fuzis, uma carabina, uma submetralhadora, três pistolas, um revólver, carregadores, munições, rádios comunicadores e peças de veículo roubado.

Ações policiais em favelas causam prejuízo de R$ 14 milhões por ano

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As ações policiais nas favelas do Rio de Janeiro causam um prejuízo de pelo menos R$ 14 milhões por ano aos moradores dessas comunidades. Eles relatam que, com as ações, ficam muitas vezes impedidos de ir ao trabalho ou precisam fechar os comércios locais, além de terem os estabelecimentos e produtos danificados em trocas de tiros e interrupções de fornecimento de serviços essenciais como eletricidade e água.

As informações são da pesquisa, inédita, Favelas na Mira do Tiro: Impacto da Guerra às Drogas na Economia dos Territórios, lançada nesta segunda-feira (18) pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

“É muito dinheiro e é um dinheiro que faz falta. É o custo que essas pessoas estão pagando por uma guerra que elas não pediram para estar. É o custo causado por ações violentas e desordenadas do próprio Estado”, disse a socióloga Rachel Machado, coordenadora de pesquisa do CESeC.

A pesquisa foi feita com 400 moradores do Complexo da Penha e com 400 do Complexo de Manguinhos, ambos na zona norte da cidade. Os dois territórios foram os com maior incidência de tiroteios decorrentes de ações policiais entre junho de 2021 e maio de 2022, de acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado, que reúne informações sobre violência armada no Rio de Janeiro e em outras localidades.

Foram entrevistados também 303 comerciantes das favelas Vila Cruzeiro, na Penha, e Mandela de Pedra, em Manguinhos, as mais afetadas pelas trocas de tiros dentro desses complexos.

Os dados mostram que 60,4% dos moradores dos complexos da Penha e de Manguinhos, que exerciam atividades remuneradas, ficaram impedidos de trabalhar por causa de operações policiais que ocorreram ao longo do ano que antecedeu a pesquisa. Eles relatam que perderam, em média, 7,5 dias de trabalho, o equivalente a uma semana e meia ou 2,8% de um ano com 264 dias úteis.

Considerando que renda média da população acima de 18 anos de idade nesses territórios é R$ 1.652 por mês, o trabalho que deixa de ser realizado por causa das ações policiais gera uma perda anual de R$ 9,4 milhões. Esse valor é somado aos prejuízos decorrentes da reposição ou reparo de bens danificados pelas ações violentas, que chegam a R$ 4,7 milhões por ano nos dois complexos.

O estudo estima, então, um prejuízo anual de aproximadamente R$ 14 milhões em consequência das ações policiais.

“As operações acontecem de manhã, na hora que as crianças estão indo para as escolas, que as crianças estão fazendo suas atividades e pessoas estão indo trabalhar. Muitos moradores ficaram sem trabalhar, impedidos de sair de casa e também relataram prejuízos com bens que foram avariados, destruídos e precisaram ou consertar ou repor esses bens por conta de tiroteios, por conta de ações da polícia”, disse Rachel Machado.

A pesquisa mostra ainda que 56,6% dos moradores relataram ficar impedidos de utilizar os meios de transporte; 42,8% de realizar atividades de lazer; 33,3% de receber encomendas; 32,3% não conseguiram comparecer a consultas médicas, e 26% não puderam estudar.

 

Comércio fechado
Com a participação dos moradores, a pesquisa mapeou todos os 367 estabelecimentos da Vila Cruzeiro e da Mandela de Pedra. Desses, 303 seguiam em funcionamento no momento da aplicação dos questionários. Apenas para o comércio local, somadas as perdas com a diminuição das vendas e atendimentos e os custos de reparo e reposição, o prejuízo total com as operações policiais foi estimado em R$ 2,5 milhões por ano, o que representa 34,2% do faturamento desses empreendimentos.

Os tiroteios com agentes de segurança causaram o fechamento temporário de 51,3% dos estabelecimentos da Vila Cruzeiro e de 46,3% de Mandela de Pedra nos 12 meses anteriores à pesquisa. Em ambas as favelas, 51,2% dos empreendimentos tiveram diminuição em suas vendas e/ou atendimentos.

Na Vila Cruzeiro, 18,7% dos comerciantes tiveram bens danificados ou destruídos em decorrência de ações policiais nos 12 meses anteriores à pesquisa. Em Mandela de Pedra, esse percentual foi de 9%.

“Esse impacto que os comerciantes relataram é um impacto muito grande e não é apenas no dia da operação que eles fecham e perdem o faturamento do dia, no dia seguinte à operação a favela não se porta normalmente. Pessoas morrem, fica um clima de ansiedade, de violência e insegurança. Então, tem perda não apenas no momento específico da operação, mas também alguns dias depois”, disse Rachel Machado.

Perdas incalculáveis
A pesquisa é a quarta etapa do projeto Drogas: Quanto Custa Proibir. As pesquisas anteriores focaram nos impactos no orçamento público, na educação, com o fechamento de escolas, e na saúde, tanto com o fechamento de postos como na saúde mental e física das populações das áreas de conflito.

Rachel Machado explicou que essa etapa da pesquisa calcula as perdas que podem ser valoradas. Mas, segundo ela, é importante lembrar que as operações e a violência constantes nas favelas deixam marcas que não podem ser estimadas. “Existem os custos que essas pessoas têm que muitas vezes pagam com a vida, que a gente não calcula, que não são prejuízos reparáveis. Essas pessoas perdem suas vidas e essas operações causam muita dor, muito sofrimento”, disse.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo estadual, 1.327 pessoas morreram em ações das forças de segurança do estado do Rio de Janeiro em 2022, o equivalente a 29,7% de todas as mortes violentas (homicídios dolosos, mortes decorrentes de ação policial, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte) registradas no ano, que totalizaram 4.473.

Segundo o Instituto Fogo Cruzado, nos últimos 7 anos, entre julho de 2016 e julho de 2023, as ações e operações policiais foram o principal motivo para vitimar crianças e adolescentes. Nesse período, 112 crianças e adolescentes foram mortas e 174 ficaram feridas.

Ainda segundo o instituto, desde o início deste ano, 100 agentes de segurança pública foram baleados na região metropolitana do Rio de Janeiro. Desse total, 44 morreram e 56 ficaram feridos.

“Sabemos que esses territórios são majoritariamente negros e são essas mães que choram a morte de seus filhos nessas ações. Frequentemente temos crianças que são mortas nessas ações policiais. A conta não bate, não vale a pena por uma dita guerra às drogas que, na verdade, causa sofrimento e dor para os territórios das favelas e para as pessoas negras majoritariamente que estão lá. É uma guerra que é territorializada e que não cumpre com seu objetivo específico, que é diminuir a circulação, o tráfico e a venda de drogas, mas que, por outro lado, causa dor, sofrimento e morte, além dos impactos econômicos que a gente menciona na pesquisa”, avalia Rachel Machado.

 

Outro lado
A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro (SEPM), disse, em nota, que as ações da corporação são planejadas “com base em informações de inteligência, sendo pautadas por critérios técnicos e pelo previsto na legislação vigente, tendo como preocupação central a preservação de vidas”.

A SEPM disse que, junto ao governo do estado, vem investindo em treinamento, nas melhorias das condições de trabalho dos policiais e em equipamentos “para que as ações da corporação sejam cada vez mais técnicas e seguras para seus integrantes e a sociedade”.

Outra medida que vem sendo tomada pela secretaria é a utilização de câmeras operacionais individuais são usadas pelos policiais em serviço. No Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), segundo a secretaria, há um sistema que permite o monitoramento em tempo real dos policiais que estão usando as câmeras, sendo possível saber sua localização exata e a ter contato com ele, caso seja necessário.

A SEPM informou que todos os 39 batalhões de área em todo o estado já receberam as câmeras corporais, assim como algumas unidades especializadas.

Já a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) disse, em nota, que realiza planejamentos prévios detalhados, com base em informações de inteligência, incluindo mapeamento de local, em todas as operações. “As ações da instituição sempre priorizam a preservação de vidas, tanto dos agentes quanto dos cidadãos”, disse.

A Sepol informou que conta ainda com a Agência Central de Inteligência, a maior do ramo da segurança pública estadual do país, que assessora a tomada de decisões estratégicas e operacionais no combate ao crime.

“A atuação em comunidades é parte das ações de combate à criminalidade e se trata de um trabalho fundamental, uma vez que as organizações criminosas utilizam os recursos advindos com as práticas delituosas para financiar seus domínios territoriais, com a restrição de liberdade dos moradores das regiões ocupadas por elas”, disse a Sepol.

Fonte: Bahhia.ba

Candeias: Nova Arena de Menino Jesus é inaugurada

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A Prefeitura de Candeias segue trabalhando nos quatro cantos da cidade, incluindo os distritos. Neste domingo (17), aconteceu a tão aguardada inauguração do campo de futebol no distrito de Menino Jesus. O evento contou com a presença de autoridades locais, moradores e entusiastas do esporte, que celebraram a conclusão dessa importante obra para a comunidade.

O novo campo é resultado de um esforço conjunto entre a Administração Municipal e a população, que há tempos ansiava por um espaço adequado para a prática esportiva e lazer. Com gramado recuperado, alambrados reforçados, iluminação moderna e arquibancada, o local promete se tornar um ponto de encontro para os amantes do esporte e também das famílias.

Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Pitágoras Ibiapina, que morou no distrito destacou o compromisso da Gestão em promover o desenvolvimento e bem-estar dos moradores. “Aqui é mais que uma arena esportiva, aqui é um equipamento de transformação de vida. Os jovens precisam ocuparem a mente com bons estudos, boa alimentação e também praticando esporte”, explicou.

Emocionado, o vereador Kal de Bené, morador e representante da localidade, disse que fez a escolha certa em fazer parte da seleção do trabalho. “O Prefeito Pitagoras me chamou para surfar na onda do trabalho, e com certeza foi a melhor escolha que eu fiz. Hoje está acontecendo um sonho, que para muitos nem iria acontecer, mas hoje é realidade. Essa é uma gestão que trabalha em todas as áreas, e eu tenho orgulho de fazer parte”, agradeceu.

O Secretário de Serviços Públicos (SESP), Eriton Ramos, fez questão de ressaltar o cuidado e o investimento que a gestão trás, olhando para todos os cantos da cidade “Agora os moradores de Menino Jesus tem um espaço apropriado para a prática esportiva e o fortalecimento dos laços sociais”, ressaltou.

Marcando a inauguração do campo, Cinquentão X Clube dos 30 se enfrentaram em um amistoso comemorativo. O evento foi finalizado com futebol e muita música, já que se apresentou no dia festivo a banda de partido alto Só Um Pagodin.

Embasa vai suspender o fornecimento de água em Salvador e cidades da RMS

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Salvador e em alguns municípios da Região Metropolitana (relação abaixo) a partir das 6h da manhã de terça-feira, 19/9. A suspensão vai ocorrer devido à realização de serviços de manutenção e melhoria na captação de água em Pedra do Cavalo e outros pontos do sistema de abastecimento.

A previsão da Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) é que os serviços devem ser concluídos na madrugada de quarta-feira, 20, quando o abastecimento começará a ser retomado nas áreas afetadas. Como o retorno da água sempre ocorre de forma gradativa, alguns locais poderão ter o fornecimento regularizado em até 72h após o término dos serviços. Por isso, a Embasa orienta que a população reserve água para esse período e utilize com economia a água armazenada.

Nosso objetivo é completar a preparação do sistema para o verão 2023, quando a demanda por água será maior. Fizemos uma manutenção semelhante, em agosto, na parte do sistema atendida pelas estações de tratamento da Bolandeira, e agora é a vez das estruturas que captam e transportam água da barragem de Pedra do Cavalo até a ETA principal, em Candeias”, explica o presidente da Embasa, Leonardo Góes. “Sabemos que toda interrupção causa transtornos, mas precisamos fazer esses serviços para manter a confiabilidade e a segurança operacional do sistema, evitando ter que parar depois, de forma emergencial”.

Durante a suspensão do fornecimento, também serão feitos serviços de manutenção preventiva em diversos pontos da rede distribuidora. Ao todo, serão 25 frentes de serviço e 164 trabalhadores atuando. “Para que o sistema se mantenha em boas condições operacionais, é fundamental que a Embasa faça essas manutenções periódicas. É como qualquer maquinário, um carro, por exemplo, que precisa de revisão de tempos em tempos para verificar se está tudo bem, reparar o que precisa e trocar peças gastas pelo uso”, complementa Manuella Andrade, diretora de Operação da Embasa na RMS.

Enquanto o fornecimento de água não estiver plenamente regularizado, o usuário pode solicitar abastecimento alternativo por carro-pipa, pelos canais de atendimento ao cliente da empresa:

Telefone: 0800 0555 195

WhatsApp (71) 99717-0999

Atendimento virtual: atendimentovirtul.embasa.ba.gov.br.

Locais onde o abastecimento vai ser interrompido.

Em Salvador:

Ilha de Bom Jesus dos Passos

Ilha de Maré

Ilha dos Frades

Aeroporto

Águas Claras

Alto da Terezinha

Alto do Cabrito

Alto do Coqueirinho

Areia Branca

Arenoso

Arraial do Retiro

Bairro da Paz

Barreiras

Boa Viagem

Boa Vista de São Caetano

Boca da Mata

Bom Juá, Bonfim

CAB

Cabula

Cabula VI

Cajazeiras

Calabetão

Calçada

Caminho de Areia

Campinas de Pirajá

Canabrava

Capelinha

Cassange

Castelo Branco

Coutos

Curuzu

Dom Avelar

Doron

Engomadeira

Fazenda Coutos

Fazenda Grande do Retiro

Fazenda Grande I a IV

Granjas Rurais

IAPI

Imbuí

Itacaranha

Itapuã

Itinga

Jaguaripe I

Jardim Cajazeiras

Jardim Cruzeiro

Jardim das Margaridas

Jardim Santo Inácio

Jd. Nova Esperança

Liberdade

Lobato

Mangueira

Marechal Rondon

Massaranduba

Mata Escura

Monte Serrat

Moradas da Lagoa

Mussurunga

Narandiba

Nova Brasília

Nova Esperança

Novo Horizonte

Novo Marotinho

Palestina

Paripe

Patamares

Pau da Lima

Periperi

Pernambués

Pero Vaz

Piatã

Pirajá

Plataforma

Porto Seco

Praia Grande

Resgate

Retiro

Ribeira

Rio Sena

Roma

Saboeiro

Santa Luzia

Santa Mônica

São Caetano

São Cristóvão

São Gonçalo

São João do Cabrito

São Marcos

São Rafael

São Tomé

Sete de Abril

Stella Maris

Sussuarana Nova e Velha

Tancredo Neves

Trobogy

Uruguai

Vale dos Lagos

Valéria

Vila Canária

Cidades:

Simões Filho,

Lauro de Freitas,

Terra Nova,

Coração de Maria,

Conceição do Jacuípe,

Amélia Rodrigues,

Santo Amaro,

São Francisco do Conde,

Candeias,

Madre de Deus,

Parte de Camaçari (Busca Vida)

Parte de Saubara (Acupe).