Itamaraty emite alerta para brasileiros na Bolívia em meio a protestos

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Diante da escalada de tensões na Bolívia, após uma onda de protestos que pressiona a renúncia do presidente Rodrigo Paz, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu um alerta para brasileiros que estão em território boliviano ou que planejam viajar para o país vizinho.

O órgão recomenda evitar viagens não essenciais aos departamentos de La Paz e Oruro, em razão dos bloqueios de estradas registrados em diferentes regiões destas localidades. Como o Metro1 mostrou mais cedo, o Terminal Rodoviário da capital boliviana suspendeu a operação de viagens no país e para o exterior, o que tem causado entraves para quem deseja transitar pela região afetada.

“As interdições têm causado interrupções significativas na circulação rodoviária, afetando o acesso a destinos como Salar de Uyuni, Potosí e Copacabana, além de dificultar deslocamentos para e a partir da região de La Paz”, diz comunicado divulgado pelo Itamaraty.

Recomendações do Itamaraty
Como medida preventiva, o Ministério emitiu algumas orientações para brasileiros que estão no país vizinho:

  • Evitar deslocamentos rodoviários não essenciais, especialmente nas regiões afetadas;
  • Manter contato com familiares e informar sua localização regularmente;
  • Não aceitar ajuda de desconhecidos, em razão do risco de golpes, furtos e roubos;
  • Buscar abrigo seguro e evitar deslocamentos a pé por longas distâncias;
  • Seguir rigorosamente as orientações das autoridades locais.

Entenda o que ocasionou os protestos
A insatisfação com o governo de Rodrigo Paz, líder de direita e Trumpista, é um dos pontos principais que ocasionaram as manifestações, que começaram com greves no início deste mês e escalaram para uma onda de protestos, diante das crescentes pressões econômicas.

A mobilização reúne diversas categorias, incluindo sindicatos de trabalhadores, trabalhadores do transporte e comunidades rurais. Entre as principais demandas, os professores cobram reajustes salariais e maior orçamento para a educação, enquanto o setor de transportes iniciou uma paralisação por tempo indeterminado em protesto contra a falta de combustíveis e as falhas no abastecimento. Paralelamente, movimentos indígenas e camponeses contestam reformas agrárias que, de acordo com eles, beneficiam os grandes proprietários de terras.

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