lanalto reage à classificação de facções como terroristas pelos EUA e acusa aliados de Jair Bolsonaro de defenderem interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. Quer deixar o Brasil entregue ao crime organizado
“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país“, diz trecho da nota
O governo federal reagiu à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e criticou integrantes da família Bolsonaro por buscarem apoio estrangeiro em temas ligados ao Brasil. Em nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o governo afirmou ser “deplorável” que membros da família Bolsonaro tenham viajado aos Estados Unidos para defender “intervenção estrangeira no Brasil”. O texto também faz referência ao episódio do tarifaço imposto anteriormente pelos norte-americanos, apontando que a medida causou prejuízos ao país.
O crime organizado, entre eles BDM (Bando do Maluco), Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) comanda 24% por cento do território brasileiro ou 55 milhões de pessoas que vivem sob ordem dessas facções para ter água, energia elétrica, gás de cozinha e internet, além de mortes quando travam verdadeiras batalhas bélicas para dominar áreas nas grandes e medidas cidades em todo o Brasil. Assim, o povo sob esse jugo não tem soberania.
A alegação de invasão militar não se sustenta porque não foi assim na Colômbia, México nem El Salvador. O governo Venezuela lidera o tráfico internacional sob o comando de Nicolas Maduro, hoje preso nos EUA.
O governo reiterou que a segurança pública não pode ser usada politicamente. Mas pode deixar o povo sofrer e até morrer?. O tema é “importante demais para ser manipulado politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos”. Em outro trecho, citou “falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras interferência em assuntos brasileiros”.
A nota também diferencia o terrorismo internacional das ações praticadas por organizações criminosas no Brasil. De acordo com o governo, o terror causado pelas facções não deve ser confundido com motivações ideológicas, políticas ou religiosas associadas ao terrorismo internacional. Então pode matar a população pobre, lavar dinheiro e praticar corrupção?
O Palácio do Planalto destacou ainda medidas adotadas no combate ao crime organizado, entre elas a proposta de lei contra facções e milícias, que prevê penas de até 80 anos de prisão — a maior punição prevista na legislação brasileira.
Também ressaltou que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional e afirmou manter parceria histórica com diversos países, incluindo os Estados Unidos. Segundo a nota, o Brasil apresentou em 16 de abril ao Departamento de Estado norte-americano uma proposta voltada à ampliação da troca de inteligência, ao combate à lavagem de dinheiro no exterior e ao controle do tráfico internacional de armas.
Fonte: Correio Braziliense








