O avanço das ferramentas tecnológicas tem transformado a atuação das forças de segurança pública na Bahia, segundo o diretor de Tecnologia da Polícia Militar da Bahia, coronel Taylon. Em meio à ampliação do uso de reconhecimento facial, drones e câmeras corporais no estado, o oficial afirmou que a tecnologia deixou de ser uma aposta para o futuro e passou a ocupar papel estratégico nas ações policiais.
A declaração foi dada durante o Congresso SUCESU BA, evento que reúne representantes do setor de tecnologia para debater inovação, transformação digital e tendências para diferentes áreas da sociedade.
Ao comentar as recentes prisões realizadas com auxílio de sistemas tecnológicos, o coronel destacou que a escassez de efetivo torna indispensável o uso de ferramentas capazes de ampliar a capacidade operacional das forças de segurança.
“A tecnologia hoje é imprescindível. Hoje os recursos humanos são escassos e a gente não pode estar botando policiais em tudo quanto é lugar. Então hoje a gente trabalha com gestão de tecnologia, a gente trabalha com planejamento e a ferramenta de tecnologia é imprescindível, desde o mapeamento das ocorrências, os locais onde há incidente, a utilização de drones com a repetição, o reconhecimento facial, as nossas comunicações, as informações, a gente poder em tempo real identificar uma pessoa. Para que? Para que dê celeridade aos processos”, afirmou.
Segundo ele, os recursos tecnológicos estão integrados a diversas etapas do trabalho policial, desde a análise de dados até a identificação de suspeitos em tempo real. O oficial também ressaltou que a modernização das ferramentas de comunicação tem contribuído para acelerar a resposta das equipes em campo.
O diretor da PM citou ainda a adoção das câmeras corporais pelos policiais militares como uma medida voltada à transparência e à produção de provas em eventuais ocorrências.
“Então hoje falar em segurança não pode se falar de segurança dissociado de tecnologia. Nós hoje estamos utilizando também as câmeras corporais onde a gente dá uma transparência para o cidadão das ações da polícia e serve de meio de prova tanto para o cidadão quanto para o policial. Então tecnologia não é mais o futuro, tecnologia é o agora”, declarou.






