A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS encaminhou um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para identificar o responsável pelo uso de um número institucional vinculado à Corte, segundo informações do jornal O Globo. A linha aparece em trocas de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O número foi associado ao STF após análise decorrente da quebra de sigilo telefônico, com confirmação feita por operadoras por meio do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (SITTEL). A partir disso, a comissão decidiu avançar na apuração para esclarecer quem utilizava o aparelho no período das conversas.
No ofício enviado ao diretor-geral do Supremo, a CPI requisita o histórico completo de uso da linha nos últimos cinco anos. O foco, no entanto, está na data específica das mensagens com Vorcaro. O prazo estipulado para resposta é de dois dias úteis.
Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ainda não há elementos que permitam identificar diretamente o autor das mensagens. Ele destacou que, embora o número esteja ligado ao STF, não é possível afirmar, neste momento, que o contato tenha sido feito por um ministro da Corte.
Entre os registros analisados, há uma mensagem enviada no fim da tarde em que o ministro Alexandre de Moraes compartilha a imagem de um bloco de notas com a pergunta “Conseguiu bloquear?”. Outros diálogos tratam de tratativas envolvendo a possível venda do Banco Master. Parte dessas conversas ocorreu por meio de mensagens com visualização única no WhatsApp, o que limita o acesso ao conteúdo completo.
Apesar dos indícios, a CPI afirma que não irá antecipar conclusões antes de obter a confirmação oficial sobre quem utilizava o telefone. Em nota, a presidência da comissão ressaltou que a solicitação ao STF busca garantir precisão na identificação do responsável, além de assegurar transparência e respeito aos procedimentos legais durante a investigação.






