A Polícia Militar reforçará a fiscalização contra possíveis disputas de espadas em Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru. A prática está proibida na cidade desde 2017, após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que também derrubou uma lei municipal que havia tornado as guerras de espadas em patrimônio cultural da cidade. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) também vetou o evento.
Conforme o G1, a prefeitura afirmou que vai continuar seguindo a decisão judicial bem como a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ao site, o assessor jurídico da prefeitura de Senhor do Bonfim, Josemar Santana, disse que a gestão tem interesse de que o caso seja resolvido, o que passa pela regulamentação da fabricação do artefato. Espadeiros do município esperam que as disputas voltem a ocorrer.
Segundo Rodrigo Wanderley, coordenador da Associação Cultural Espadeiros, 150 pessoas trabalham com a produção e venda das espadas. A tradição passa de pais para filhos.
Nesta semana, um garoto de 11 anos perdeu 11 dentes após ser atingido por uma espada em Cruz das Almas , no Recôncavo, local também onde a prática é proibida. O vice-prefeito da cidade, André Eloy, disse que é a favor das tradicionais disputas, mas com a regulamentação delas.


