A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta segunda-feira (25), a criação de uma comissão antiviolência nos estádios do país. A decisão foi tomada no Rio de Janeiro após reunião entre representantes da entidade e clubes das Séries A e B do futebol brasileiro. O grupo será presidido por Mauro Carmélio Neto, presidente da Federação Cearense de Futebol, e irá formular medidas para tornar o ambiente esportivo mais seguro.
Entre os objetivos da nova comissão está a responsabilização dos clubes e a elaboração de diretrizes para fortalecer o enfrentamento à violência no futebol. A proposta inclui ações integradas com forças de segurança e órgãos da Justiça. Segundo a CBF, o trabalho inicial deverá se concentrar em quatro áreas principais.
1- Controle de acesso aos estádios;
2- Acompanhamento de processos judiciais;
3- Proteção dos jogadores;
4- ampliação da atuação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em ocorrências locais.
A iniciativa também foi impulsionada por uma pesquisa encomendada pela entidade, que apontou mudanças no comportamento dos torcedores diante da insegurança nos estádios. O levantamento mostrou que 35% do público deixou de frequentar partidas devido à violência, enquanto 74% consideram os jogos ambientes inseguros para crianças e idosos.
Diante desse cenário, a CBF pretende ampliar o uso da biometria facial, sistema que já contribuí para o aumento da presença de mulheres e crianças nas arquibancadas. Além das medidas de segurança, a CBF discutirá mudanças na programação das partidas, a intenção é estabelecer horários mais padronizados e reduzir a quantidade de partidas realizadas à noite. Nesse contexto, confrontos aos domingos pela manhã, às 11h, poderão ocorrer com maior frequência nas próximas temporadas.







