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Entenda por que a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas preocupa o sistema financeiro brasileiro

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O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passarão a ser tratadas como organizações terroristas estrangeiras. A medida amplia o alcance das autoridades americanas para investigar, bloquear recursos e monitorar operações financeiras ligadas aos grupos.

Na prática, a decisão não deve afetar diretamente o comércio entre Brasil e Estados Unidos no curto prazo. O principal impacto esperado está no sistema financeiro, com aumento da fiscalização sobre movimentações consideradas suspeitas.

Fiscalização sobre bancos e PIX deve aumentar

Com a nova classificação, instituições financeiras que operam em dólar ou mantêm relações com o mercado americano tendem a reforçar mecanismos de controle para evitar qualquer ligação, mesmo indireta, com dinheiro associado às facções.

A tendência é que bancos, fintechs, cooperativas de crédito e empresas de pagamento ampliem a checagem de clientes e o rastreamento de transações financeiras.

O PIX também deve passar por monitoramento mais rígido. O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos movimenta bilhões diariamente e já aparece em investigações sobre lavagem de dinheiro conduzidas por autoridades brasileiras.

Operações da Polícia Federal vêm identificando o uso de contas digitais, empresas de fachada e transferências eletrônicas para ocultar a origem de recursos do crime organizado.

Empresas brasileiras podem enfrentar mais pressão

A decisão dos Estados Unidos também aumenta o alerta para empresas brasileiras com atuação internacional, especialmente em setores que movimentam grandes volumes financeiros, como logística, combustíveis, mercado imobiliário e infraestrutura.

Como a legislação americana passa a enquadrar as facções no campo do terrorismo, empresas e bancos podem enfrentar regras mais rígidas de fiscalização e auditoria para evitar punições ou restrições internacionais.

Além disso, cresce a preocupação com a imagem do Brasil no exterior. A associação do país ao tema do terrorismo pode aumentar a cautela de investidores estrangeiros em relação ao ambiente de negócios brasileiro.

Cooperação internacional deve crescer

A medida também tende a ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em áreas como inteligência financeira, combate à lavagem de dinheiro e rastreamento de recursos ilícitos.

Órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) devem ganhar ainda mais importância no monitoramento de operações suspeitas, principalmente em movimentações internacionais, uso de criptomoedas e transações consideradas atípicas.

‘Asfalta Candeias’: Prefeitura intensifica serviços e pavimenta 5 localidades em menos de uma semana

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A Prefeitura de Candeias, por meio da Secretaria de Obras, intensificou nesta semana os serviços de pavimentação asfáltica em diversas ruas do município.

Em menos de uma semana, cinco localidades já foram contempladas pelos serviços: Mamão, Rua Ceará, Travessa 21 de Abril, 2ª Travessa 21 de Abril e a Travessa Antônio Patterson.

Além das localidades citadas, o programa “Asfalta Candeias” já beneficiou outras ruas do município, a exemplo do Malembá de Baixo, Rua Bela Vista, Joana Angélica, no Malembá, Rua Rio Prado e o distrito de Passé.

Dentro do programa, as obras são executadas conforme a necessidade de cada localidade, podendo receber recapeamento asfáltico, operação tapa-buraco ou novo pavimento.

O programa também prevê intervenções completas na estrutura das ruas, como implantação de rede de drenagem pluvial, esgotamento sanitário e instalação de meio-fio, a exemplo do que foi realizado no Mamão.

Antes da execução, cada obra segue um planejamento técnico, envolvendo etapas como análise da via, preparação, terraplanagem, recuperação do solo e nivelamento, garantindo mais durabilidade e qualidade ao serviço executado.

O cronograma de asfaltamento é realizado diariamente pela equipe, porém pode sofrer alterações devido às condições climáticas, já que o período chuvoso compromete a execução e a qualidade da pavimentação asfáltica.

O Asfalta Candeias deve chegar a centenas de ruas tanto da sede quanto dos distritos.

Juba e Ramos Mingo lideram ranking de jogadores mais valiosos de suas posições na Série A

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Mesmo atravessando um período de instabilidade dentro de campo, o Bahia segue em evidência quando o assunto é valor de mercado. De acordo com dados atualizados do Transfermarkt, Luciano Juba e Ramos Mingo são os jogadores mais valiosos de suas respectivas posições no Campeonato Brasileiro.

Entre os laterais-esquerdos da Série A, Luciano Juba divide a liderança com Kaiki Bruno, do Cruzeiro. Ambos estão avaliados em 14 milhões de euros, cerca de R$ 82,6 milhões na cotação atual.

Já Ramos Mingo ocupa o topo entre os zagueiros ao lado de Fabrício Bruno, também do Cruzeiro. Os defensores possuem valor de mercado estimado em 12 milhões de euros, aproximadamente R$ 70,8 milhões.

Juba também figura entre os atletas que mais se valorizaram recentemente no futebol brasileiro. O lateral passou de 11 para 14 milhões de euros, registrando um aumento de 3 milhões de euros em sua avaliação.

No ranking geral dos jogadores mais valiosos do Brasileirão, o Bahia tem três representantes entre os 30 primeiros colocados. Juba aparece na 19ª posição, seguido por Jean Lucas, que ocupa o 24º lugar com valor estimado em 13 milhões de euros (R$ 76,7 milhões), e Ramos Mingo, que surge logo atrás, na 25ª colocação.

Como reflexo da valorização de seus principais atletas, o Bahia possui atualmente o sexto elenco mais valioso da Série A. Segundo o Transfermarkt, o grupo tricolor está avaliado em 121 milhões de euros, cerca de R$ 713,9 milhões, valor 4,9% superior ao registrado na atualização anterior.

Claudia Leitte lança EP junino com parcerias nordestinas

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A temporada de São João ganhou ainda mais destaque na carreira de Claudia Leitte. A cantora disponibilizou, na noite desta quinta-feira (28), o EP “Especiarias – Ato IV (E tome xote!)”, projeto que mergulha nas sonoridades nordestinas e reforça a conexão da artista com uma das festas mais tradicionais do Brasil.

Com três faixas no repertório, o lançamento reúne uma música inédita e duas releituras de canções já apresentadas no álbum “Especiarias”. O trabalho também conta com participações especiais de dois nomes de peso da música nordestina: Dorgival Dantas e Renno Poeta.

A novidade chega em meio ao calendário junino, período em que Claudia costuma marcar presença em festas espalhadas pelo interior do Nordeste. Desta vez, a artista decidiu transportar essa atmosfera para dentro do projeto musical, incorporando elementos típicos do forró, do xote e de outras referências ligadas à cultura popular nordestina.

Segundo a própria cantora, o vínculo com esse universo vem de muito antes da fama nacional. Claudia relembrou que iniciou sua trajetória artística em uma banda de forró e destacou o carinho que mantém pela tradição junina.

Claudia aposta em inédita romântica para embalar o São João

A principal novidade do EP é a faixa “Segundo Tempo”, música inédita que aposta em uma narrativa romântica embalada por elementos característicos das festas juninas.

A canção mistura guitarra, baixo e percussão em uma sonoridade leve e dançante. Na letra, Claudia canta sobre reencontros amorosos e a redescoberta dos sentimentos quando já não se acreditava mais no amor. A proposta reforça a identidade do projeto, que busca unir a musicalidade nordestina ao estilo pop construído pela cantora ao longo da carreira.

Dorgival Dantas e Renno Poeta reforçam identidade nordestina

Outra aposta do EP é a nova versão de “Viagem Bonita”, gravada ao lado de Dorgival Dantas, um dos artistas mais influentes do forró brasileiro.

 

Divulgação

 

A faixa aposta na força da sanfona, do triângulo e dos elementos tradicionais do xote, criando uma atmosfera que remete diretamente aos festejos de São João.

Já em “Acostumei”, Claudia divide os vocais com Renno Poeta, compositor responsável por sucessos gravados por artistas como Marília Mendonça, Wesley Safadão e Gusttavo Lima. A releitura ganhou uma pegada ainda mais romântica e intimista.

Projeto amplia universo de “Especiarias”

O novo EP dá continuidade à narrativa construída por Claudia Leitte em “Especiarias”, projeto lançado de forma fragmentada desde o verão de 2025.

Ao longo dos últimos meses, a cantora transformou o conceito em uma verdadeira experiência artística, levando a temática da “Feira de Especiarias” para apresentações, eventos e para o Carna

A chegada de “E tome xote!” marca mais um passo nessa trajetória e reforça o momento positivo vivido pela artista.

Além da forte presença nos festejos juninos, Claudia também lidera atualmente o ranking de cantoras baianas mais ouvidas no Spotify, consolidando uma fase de expansão criativa e aproximação cada vez maior com as manifestações culturais brasileiras.

João Fonseca derrota Djokovic e avança para oitavas de final de Grand Slam

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O tenista brasileiro João Fonseca, de 19 anos, fez história, nesta sexta-feira (29), ao derrotar o sérvio Novak Djokovic na terceira rodada de Roland Garros e se tornou o atleta mais jovem a derrotar o número três no ranking mundial num Grand Slam. O adversário de João Fonseca nas oitavas será o vencedor do confronto entre Casper Ruud e Tommy Paul.

A vitória em Paris marcou a primeira derrota de Djokovic para brasileiros em duelos de Grand Slam. A partida contra o sérvio durou mais de quatro horas e foi até o quinto set, depois do empate entre Fonseca e Djokovic por dois a dois. Os dois primeiros sets foram vencidos por Djokovic por 6/4 e 6/4, mas o brasileiro venceu os dois seguintes por 6/3 e 7/5. No último set, João Fonseca o derrotou por 7/5 e garantiu a classificação para as oitavas de final.

Candeias Run: 3ª edição da corrida arrecada mais de 1 tonelada de alimentos

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Pelo terceiro ano consecutivo, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (SESLA), transformou um evento esportivo em um grande gesto de solidariedade.

A 3ª edição do Candeias Run, realizada no último domingo (24), reuniu atletas em uma corrente do bem que foi além do incentivo à prática esportiva e aos hábitos saudáveis.

O resultado foi a arrecadação de mais de 1 tonelada de alimentos, doados pelos atletas inscritos na corrida.

“Ficamos muito felizes com essa arrecadação. É o esporte cumprindo também um papel social importante. Agradeço a todos que participaram e fizeram suas doações. Essas contribuições chegarão a quem realmente precisa”, destacou o secretário de Esporte, Rivas Tertuliano.

Os alimentos arrecadados já estão sendo organizados pela equipe da pasta e serão entregues, nos próximos dias, a ONGs e instituições do município.

PF deflagra operação contra fábrica clandestina de cigarros na Bahia

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Nébula para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na produção clandestina de cigarros, distribuição interestadual de mercadorias ilegais e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram após apreensões realizadas em novembro de 2024, quando agentes encontraram cigarros de origem ilícita, insumos e maquinário industrial utilizados na fabricação clandestina em galpões localizados nos municípios baianos de Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas.

Segundo a PF, o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações em dinheiro vivo para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades ilegais. A apuração também identificou uma estrutura organizada voltada à fabricação, armazenamento e distribuição dos cigarros para diferentes estados do país.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, as medidas têm como objetivo interromper as atividades da organização criminosa, reunir novas provas e enfraquecer financeiramente o grupo para impedir a continuidade dos crimes.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, contrabando e lavagem de dinheiro.

Anvisa libera retomada da produção da Ypê após correção de falhas sanitárias

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada das atividades da fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. A produção estava suspensa desde o início de maio após a identificação de irregularidades sanitárias consideradas graves durante fiscalização na unidade.

Com a decisão, também foi liberada a fabricação, comercialização e uso de produtos da marca com final de lote “1”, produzidos a partir de 1º de abril de 2026. A autorização inclui lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças e desinfetantes.

A liberação ocorreu após uma nova inspeção realizada entre quinta-feira (28) e sexta-feira (29), com participação da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e da Vigilância Sanitária de Amparo.

Correções implementadas

Segundo a agência, a fiscalização verificou que a empresa colocou em prática medidas corretivas exigidas após a suspensão das linhas de produção.

A fabricante apresentou um plano com ações voltadas ao cumprimento de 76 exigências sanitárias apontadas durante a inspeção realizada em abril. Entre os pontos cobrados estavam mecanismos de rastreabilidade dos lotes distribuídos, canais de comunicação direta com consumidores, monitoramento pós-mercado e medidas de segregação dos produtos afetados.

O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que a empresa realizou adequações nas linhas de produção e nos sistemas de controle de qualidade.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, declarou.

Parte dos produtos segue suspensa

Apesar da autorização parcial, a Anvisa informou que continuam proibidos a venda, distribuição e uso dos detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com final de lote “1” fabricados até 31 de março deste ano.

Segundo o órgão, esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro até que a empresa apresente laudos emitidos por laboratórios autorizados pela agência reguladora.

Entenda o caso

A crise envolvendo a empresa começou em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da marca, todos identificados pelo final “1”.

A medida foi tomada após uma inspeção conjunta realizada no fim de abril apontar 76 irregularidades em etapas críticas da produção, com risco de contaminação microbiológica.

A investigação teve relação com um episódio registrado pela própria empresa em novembro de 2025, quando houve contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas, levando ao recolhimento de unidades no mercado.

Além disso, a multinacional Unilever havia encaminhado denúncias à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor em 2025, apresentando laudos que indicavam a presença da mesma bactéria em produtos da linha Tixan Ypê.

Após a suspensão, a empresa recorreu administrativamente da decisão e afirmou possuir laudos independentes que atestavam a segurança dos produtos. A fabricante também informou ter adotado mais de 230 medidas corretivas em colaboração com a agência reguladora.

Tribunal nega união estável entre 3 homens por falta de previsão legal

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A inexistência de previsão legal ou constitucional afasta a possibilidade de reconhecimento administrativo de relações poliafetivas. Como o registro público significa atribuir eficácia jurídica e efeitos de direito de família à união, ele é inviável para arranjos não amparados pelo ordenamento

Com base neste entendimento, a Corregedoria-Geral da Justiça do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo determinou o cancelamento definitivo do registro de um termo de união estável firmado entre 3 homens em Bauru (SP).

O trio havia apresentado um documento particular denominado “Termo de União Estável Poliafetiva” no 2º Oficial de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas da comarca. O ato foi aceito e registrado inicialmente por uma escrevente do cartório.

Após o registro, o oficial titular constatou um erro na qualificação do título, instaurou um procedimento disciplinar contra a funcionária e sustou provisoriamente os efeitos do documento. Na sequência, ajuizou um pedido de providências para obter o cancelamento definitivo do registro.

O responsável pelo cartório argumentou, na ocasião, que a união poliafetiva não tem amparo legal no ordenamento jurídico brasileiro para fins de registro público, em virtude do princípio da monogamia.

Os três homens, por sua vez, argumentaram que a união poliafetiva é uma forma de família reconhecida constitucionalmente e que a proibição configuraria discriminação. Eles pediram a manutenção da validade do documento, alegando a autonomia da vontade nas relações privadas.

Em julho do ano passado, o juízo da 1ª Vara Cível de Bauru julgou o pedido do oficial improcedente e manteve o registro. Segundo avaliou a magistrada de primeira instância, o ordenamento consagra o princípio de que é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe expressamente.

Dessa forma, segundo ela, as partes poderiam registrar o documento como um contrato entre cônjuges em um Cartório de Títulos e Documentos, que tem caráter meramente declaratório e não altera o estado civil, ao contrário do Registro Civil das Pessoas Naturais.

Inconformada com a manutenção do registro, a Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS) recorreu da decisão à Corregedoria-Geral da Justiça do tribunal paulista para pedir a anulação do ato.

Princípio da legalidade

Ao analisar o caso, a juíza assessora da Corregedoria, Letícia Fraga Benitez, apontou a ilegitimidade da associação para recorrer na esfera administrativa, uma vez que a entidade atuava apenas como amicus curiae (amiga da corte). A magistrada, porém, revisou o mérito do caso de ofício, deu razão ao cartório e reformou a sentença de Bauru.

Na visão da magistrada, a atividade registral se submete estritamente ao princípio da legalidade, sendo vedada qualquer atuação que importe legitimação de situações não amparadas pelo sistema normativo, como determina o artigo 226, parágrafo 3º, da Constituição, e o artigo 1.723 do Código Civil.

Admitir o registro do instrumento apresentado, ainda que sob o argumento de conferir mera publicidade, implicaria atribuir aparência de juridicidade, com aptidão para produzir efeitos perante terceiros, a instituto não reconhecido pela Constituição Federal e tampouco pelo sistema infraconstitucional, em afronta direta aos princípios da legalidade, da segurança jurídica e da tipicidade registral”, avaliou a magistrada.

A juíza também destacou que a competência residual do Registro de Títulos e Documentos encontra limites na juridicidade do objeto. Ela aplicou o artigo 537 do Provimento 149/2023 do Conselho Nacional de Justiça, que restringe a atuação registral apenas às entidades familiares expressamente reconhecidas por lei.

O ingresso de título em registro oficial importa, para a coletividade, chancela estatal de sua conformidade com o Direito, sendo irrelevante, para o destinatário externo, a distinção técnica entre registros constitutivos e registros de natureza declaratória ou conservatória”, concluiu.

Fonte: Conjur

Governo critica designação de grupos terroristas CV e PCC pelos EUA

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lanalto reage à classificação de facções como terroristas pelos EUA e acusa aliados de Jair Bolsonaro de defenderem interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. Quer deixar o Brasil entregue ao crime organizado

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país“, diz trecho da nota

O governo federal reagiu à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e criticou integrantes da família Bolsonaro por buscarem apoio estrangeiro em temas ligados ao Brasil. Em nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o governo afirmou ser “deplorável” que membros da família Bolsonaro tenham viajado aos Estados Unidos para defender “intervenção estrangeira no Brasil”. O texto também faz referência ao episódio do tarifaço imposto anteriormente pelos norte-americanos, apontando que a medida causou prejuízos ao país.

O crime organizado, entre eles BDM (Bando do Maluco), Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) comanda 24% por cento do território brasileiro ou 55 milhões de pessoas  que vivem sob ordem dessas facções para ter água, energia elétrica, gás de cozinha e internet, além de mortes quando travam verdadeiras batalhas bélicas para dominar áreas nas grandes e medidas cidades em todo o Brasil. Assim, o povo sob esse jugo não tem soberania.

A alegação de invasão militar não se sustenta porque não foi assim na Colômbia, México nem El Salvador. O governo Venezuela lidera o tráfico internacional sob o comando de Nicolas Maduro, hoje preso nos EUA.

O governo reiterou que a segurança pública não pode ser usada politicamente. Mas pode deixar o povo sofrer e até morrer?. O tema é “importante demais para ser manipulado politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos”. Em outro trecho, citou “falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras interferência em assuntos brasileiros”.

A nota também diferencia o terrorismo internacional das ações praticadas por organizações criminosas no Brasil. De acordo com o governo, o terror causado pelas facções não deve ser confundido com motivações ideológicas, políticas ou religiosas associadas ao terrorismo internacional. Então pode matar a população pobre, lavar dinheiro e praticar corrupção?

O Palácio do Planalto destacou ainda medidas adotadas no combate ao crime organizado, entre elas a proposta de lei contra facções e milícias, que prevê penas de até 80 anos de prisão — a maior punição prevista na legislação brasileira.

Também ressaltou que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional e afirmou manter parceria histórica com diversos países, incluindo os Estados Unidos. Segundo a nota, o Brasil apresentou em 16 de abril ao Departamento de Estado norte-americano uma proposta voltada à ampliação da troca de inteligência, ao combate à lavagem de dinheiro no exterior e ao controle do tráfico internacional de armas.

Fonte: Correio Braziliense