Pesquisa eleitoral não é resultado de eleição, mas também está longe de ser um dado para ser ignorado. Ao longo da campanha, os levantamentos feitos pelos institutos de maior confiabilidade – Quaest, Datafolha e AtlasIntel – ajudam a mostrar como o eleitorado está se movimentando, quais disputas estão mais abertas e onde a diferença entre os candidatos ainda torna tudo mais indefinido.
É nesse contexto que algumas das disputas para governador chamam atenção pela proximidade entre os primeiros colocados. O levantamento feito pelo Jornal Metropole considera os dados da última rodada disponível da pesquisa Quaest em cada estado. Fora a Bahia, há mais cinco estados onde pouca gente é capaz de arriscar um prognóstico.
É o caso do Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Alagoas e Mato Grosso, todos na lista dos cenários mais apertados. Em casos assim, poucos pontos separam os candidatos e, quando a diferença está dentro da margem de erro, o número isolado da liderança diz menos do que parece.
Duelos nordestinos
No Ceará, a distância praticamente desapareceu. O Datafolha mostra Ciro Gomes (PSDB) com 44% e Elmano de Freitas (PT) com 43%, enquanto a Quaest registra 43% para Ciro e 41% para Elmano. Em ambos os casos, os números estão dentro das respectivas margens de erro.
Em Pernambuco, a Quaest divulgada em 29 de setembro colocou Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) exatamente empatados, com 42% cada. O Datafolha anterior, divulgado em 24 de setembro, apontava 48% para Raquel e 44% para Campos — diferença de quatro pontos, mas ainda dentro da margem de erro de três pontos.

Parada dura
Espírito Santo e Alagoas também apresentam disputas estreitas na rodada mais recente da Quaest. No primeiro, Ricardo Ferraço (MDB) tem 33%, contra 31% de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Em Alagoas, JHC (PSDB) aparece com 43%, enquanto Renan Filho (MDB) soma 41%.
Nos dois casos, a margem de erro é de três pontos percentuais.
Mato Grosso completa o grupo. A Quaest de 25 de setembro mostra Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% e Wellington Fagundes (PL) com 27%, também em empate técnico. Assim, embora os percentuais variem entre os estados e institutos, o traço comum é a proximidade entre os dois principais candidatos na semana decisiva da eleição.
Definidos, mas nem tanto
Em outros estados, a diferença entre os primeiros colocados, com base nos números mais recentes é maior, mas a presença de mais de dois candidatos com percentuais relevantes mantém cenários que ainda não apresentam uma vantagem tão ampla.
No Rio de Janeiro, a Quaest mais recente mostra Eduardo Paes (PSD) com 34% das intenções de voto enquanto Douglas Ruas (PL) aparece com 25%. No Paraná, Sergio Moro (PL) lidera com 36%, enquanto Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) aparecem empatados com 20% cada.
No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) registra 29%, diante de 23% de Juliana Brizola (PDT) e 10% de Gabriel Souza (MDB). Por sua vez, o Distrito Federal tem Celina Leão (PP) com 33%, seguida por Leandro Grass (PT), com 21%, e José Roberto Arruda (PSD), com 17%.
No Acre, Mailza Assis (PP) aparece com 36%, seguida por Alan Rick (Republicanos), com 28%, e Tião Bocalom (PSDB), com 15%. No Amazonas, Omar Aziz (PSD) tem 29%, enquanto Maria do Carmo Seffair (PL) registra 19% e Roberto Cidade (União Brasil), 18%.
No Pará, Dr. Daniel Santos (Podemos) aparece com 41%, contra 32% de Hana Ghassan (MDB). Em Rondônia, Marcos Rogério (PL) tem 37%, enquanto Adailton Fúria (PSD) registra 21%.

Páreos consolidados nos estados
A fotografia das pesquisas também aponta estados em que a distância entre os primeiros colocados é mais ampla. Entre eles estão São Paulo, Mato Grosso do Sul, Roraima, Santa Catarina, Paraíba, Maranhão, Goiás e Minas Gerais. Em alguns desses estados, a vantagem ultrapassa com folga a margem de erro, com possibilidade de resolução já no primeiro, fora Minas Gerais, que caminha para o segundo turno.



