O técnico Rogério Ceni, o zagueiro David Duarte e o diretor de futebol Cadu Santoro serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quarta-feira (15), às 11h30. O trio do Bahia foi denunciado por críticas à arbitragem da derrota para o Palmeiras por 2 a 1, no último dia 5 de abril, na Arena Fonte Nova, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A polêmica foi criada pela não-anulação do segundo gol do Verdão nos minutos finais do segundo tempo. O Tricolor reclama de uma possível falta do zagueiro Gustavo Gómez em David Duarte que subiu para tentar cortar o cruzamento após cobrança de escanteio. A bola passou, bateu no também defensor Ramos Mingo e morreu no fundo das redes. O árbitro Lucas Casagrande validou o lance e nem foi chamado pelo VAR para rever a jogada.
Ceni e Cadu Santoro foram enquadrados no artigo 258, parágrafo segundo, item II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Inclusive, o treinador foi advertido durante o jogo com o cartão amarelo aplicado por Lucas Casagrande. Depois, o comandante ainda detonou a equipe de arbitragem na entrevista coletiva, afirmando que o resultado foi definido pelo VAR, sob o comando de Rodolpho Toski. Ele pode pegar gancho de um a seis jogos.
“Desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”, diz o artigo.
Já o dirigente foi citado na súmula da partida pelo árbitro e pode ser punido com suspensão entre 15 e 180 dias. “De novo você, hein? Já nos prejudicou contra o Ceará e agora aqui novamente. Aqui você não apita nunca mais”.
Por fim, David Duarte vai responder pelo artigo 243-F, parágrafo primeiro do CBJD que define ofensas à hora por fatos diretamente relacionados ao esporte. Na entrevista pós-jogo, ainda no gramado, o defensor falou em “roubo”. A pena prevista é de multa de R$ 100 a R$ 100 mil, além de quatro a seis partidas de gancho.




